Heleninha Roitman, personagem de Paolla Oliveira na novela “Vale Tudo”, mostra como o alcoolismo pode afetar a vida das pessoas. O Alcoólicos Anônimos (AA), que ajuda na recuperação de dependentes, tem grupos em 180 países e no Brasil, onde começou em 1947, conta com cerca de 400 grupos e 1.430 reuniões por semana. Paolla se inspirou nas reuniões do AA para interpretar sua personagem, que se torna descontrolada ao beber. A psicóloga Gabriela Henrique, ex-vice-presidente do AA no Brasil, observa que muitas mulheres têm buscado apoio, especialmente após a pandemia, com um aumento de 41% nas reuniões femininas. Essas reuniões, criadas para proporcionar um espaço seguro, ajudam as mulheres a compartilhar suas experiências. Além disso, o AA também tem grupos para negros, indígenas e a comunidade LGBTQIA+. A mudança do termo “alcoólatra” para “alcoolista” busca reduzir o estigma associado à doença.
Com o copo na mão e um comportamento agressivo, a personagem Heleninha Roitman, interpretada por Paolla Oliveira em “Vale Tudo”, retrata a realidade do alcoolismo, uma doença crônica e cercada de preconceitos. O Alcoólicos Anônimos (AA), que completa 90 anos em junho, é uma irmandade que oferece apoio a pessoas em recuperação, com grupos em 180 países. No Brasil, a entidade começou suas atividades em 1947 e atualmente conta com cerca de 400 grupos, realizando 1.430 reuniões semanais, tanto presenciais quanto online.
Paolla Oliveira se inspirou nas reuniões do AA para dar vida a Heleninha, que, ao consumir álcool, se transforma em uma pessoa descontrolada. A psicóloga Gabriela Henrique, ex-vice-presidente do AA do Brasil, destaca que o alcoolismo não escolhe classe social ou profissão. Ela observa um aumento significativo de mulheres buscando apoio no AA, especialmente após a pandemia, com um crescimento de 41% nas reuniões exclusivamente femininas.
As reuniões femininas, que existem desde 2012, visam criar um ambiente acolhedor, onde as mulheres possam compartilhar suas experiências sem constrangimentos. Uma empresária carioca, que se recuperou após anos de consumo excessivo, relata que o AA foi fundamental para sua reformulação de vida. Ela destaca que, embora o primeiro passo do programa mencione o álcool, os demais focam na transformação pessoal.
Além das reuniões femininas, o AA também oferece grupos voltados para negros, indígenas e a população LGBTQIA+. A psicóloga Gabriela Henrique enfatiza que qualquer pessoa que sinta necessidade de apoio pode acessar o site do AA e encontrar informações sobre as reuniões. A mudança no termo utilizado para se referir a pessoas com problemas com álcool, de alcoólatra para alcoolista, busca evitar estigmas e preconceitos associados à doença.
Entre na conversa da comunidade