Cubatão, que é o maior polo petroquímico do Brasil, passou por uma grave crise ambiental no passado, com altos níveis de poluição e problemas de saúde na população. Recentemente, a cidade recebeu o selo Cidades Árvores do Mundo da ONU, que reconhece sua recuperação ambiental. As emissões de poluentes foram reduzidas em 78% e a área verde aumentou em 1.000 hectares. No passado, a cidade enfrentou muitos problemas, como nascimentos de bebês sem cérebro e doenças respiratórias devido à poluição das indústrias. Com o tempo, a situação melhorou graças a ações de controle de poluentes e mudanças nas práticas das empresas. Hoje, a qualidade do ar e da água melhorou bastante, mas ainda há desafios, como a falta de saneamento básico para parte da população.
Cubatão, o maior polo petroquímico do Brasil, recebeu recentemente o selo Cidades Árvores do Mundo da Organização das Nações Unidas (ONU). A certificação destaca a recuperação ambiental da cidade, que registrou uma redução de 78% nas emissões de poluentes e um aumento de 1.000 hectares em áreas verdes.
Historicamente, Cubatão enfrentou uma grave crise ambiental, marcada por altos índices de poluição e problemas de saúde na população. Nos anos 1980, a região era conhecida como o “Vale da Morte”, devido ao aumento de casos de malformações em recém-nascidos e doenças respiratórias. A situação crítica levou à mobilização da sociedade civil e à implementação de políticas de controle ambiental.
A recuperação começou com a instalação de equipamentos para controle de emissões e a mudança na matriz energética das indústrias. As refinarias deixaram de queimar óleo combustível com alto teor de enxofre, passando a utilizar gás natural. Essa mudança resultou em uma significativa diminuição das reclamações sobre odores desagradáveis, que antes chegavam a oitenta mil por ano.
Além disso, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) implementou programas de reflorestamento e controle da qualidade das águas. O monitoramento constante levou a uma redução de 92,5% na carga orgânica lançada nos rios, contribuindo para a recuperação da vida aquática local. Apesar dos avanços, ainda existem desafios, como a precariedade das moradias e a falta de saneamento básico para 60% da população.
O presidente da CETESB, Thomaz Toledo, ressaltou que, embora progressos significativos tenham sido feitos, muitos desafios ainda precisam ser enfrentados para garantir a saúde e a qualidade de vida dos habitantes de Cubatão.
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