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Desafio do desodorante gera alerta sobre segurança nas redes sociais após tragédia infantil

Desafios perigosos nas redes sociais seguem em alta, mesmo após a morte de uma criança. Investigação e regulamentação são urgentes.

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A morte de Sarah Raíssa Pereira de Castro, de 8 anos, após participar do “desafio do desodorante” nas redes sociais, levantou preocupações sobre o impacto do conteúdo digital em crianças. Mesmo após a tragédia, vídeos desse tipo continuam a ser compartilhados. Um relatório da psicóloga Fernanda Rasi Madi mostra que esses desafios ainda estão presentes em plataformas como TikTok e Kwai, com novas versões que podem ser perigosas. As empresas, como o TikTok, afirmam que proíbem conteúdos perigosos, mas não explicam claramente quantos vídeos foram removidos. O estudo revela que muitos vídeos usam hashtags que atraem adolescentes vulneráveis, e alguns parecem alertas, mas na verdade ensinam como fazer os desafios. A pesquisa também aponta que esses desafios podem levar os jovens a se envolverem em conteúdos mais extremos e violentos. A polícia ainda investiga a morte de Sarah, mas não há atualizações sobre o caso. Enquanto isso, vídeos semelhantes continuam a ser postados. O TikTok também enfrentou críticas do presidente Lula, que defendeu a regulamentação das redes sociais no Brasil.

A morte de uma criança após participar do “desafio do desodorante” nas redes sociais gerou um alerta sobre os riscos do conteúdo digital para jovens. O caso ocorreu em abril e a polícia ainda investiga as circunstâncias da tragédia, sem atualizações recentes.

Um relatório da psicóloga Fernanda Rasi Madi revelou que desafios perigosos continuam a ser disseminados em plataformas como TikTok e Kwai. Vídeos que incentivam essas práticas acumulam milhões de visualizações, com comentários que muitas vezes encorajam os participantes. As empresas de redes sociais, quando questionadas, apresentaram respostas vagas sobre a moderação desses conteúdos.

O TikTok afirmou que suas diretrizes proíbem a promoção de atividades perigosas e que conteúdos que violam as regras são removidos. No entanto, não especificou quantos vídeos foram excluídos. O Kwai não respondeu às solicitações de informação. O estudo de Madi identificou que os desafios são frequentemente adaptados, incluindo versões que podem causar danos físicos.

Impacto nas Redes Sociais

Os desafios também utilizam hashtags que atraem adolescentes vulneráveis, ligando-se a temas de saúde mental. Madi destaca que, mesmo vídeos que parecem alertar sobre os perigos podem funcionar como tutoriais para a execução dos desafios. A coleta de dados realizada entre abril e maio de 2023 revelou mais de 30 conteúdos relacionados, com interações que variam de menos de 100 a mais de 84 mil curtidas.

A pesquisadora alerta que esses desafios podem ser uma porta de entrada para a radicalização, onde jovens são expostos a conteúdos de extrema violência. A busca por aceitação social e o medo de ficar de fora (Fomo) são fatores que impulsionam a participação em tais desafios.

Situação da Investigação

Um mês após a morte da criança, a polícia ainda não trouxe novidades sobre o caso. O celular da vítima foi enviado para perícia, e as autoridades buscam identificar os responsáveis pela disseminação do conteúdo. Caso sejam encontrados, podem ser acusados de homicídio duplamente qualificado, com pena de até 30 anos de prisão. Enquanto isso, vídeos semelhantes continuam a ser compartilhados nas redes sociais.

Recentemente, o TikTok enfrentou críticas do presidente da República, que defendeu a regulamentação das redes sociais no Brasil. O episódio gerou um clima de mal-estar diplomático, com a plataforma se mostrando disposta a dialogar sobre sua atuação no país.

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