Heleninha, personagem de Paolla Oliveira na série “Vale Tudo”, aparece embriagada e reflete a realidade do alcoolismo, uma doença crônica e sem cura. O Alcoólicos Anônimos (AA) é uma irmandade que ajuda pessoas a se manterem sóbrias, com cerca de 400 grupos no Brasil e 1.430 reuniões por semana, tanto presenciais quanto online. A pandemia aumentou a participação feminina no AA, com um crescimento de 41% nas reuniões exclusivas para mulheres. Muitas mulheres se sentem mais à vontade em grupos só delas, onde podem compartilhar experiências sem constrangimento. O alcoolismo pode afetar qualquer pessoa, independentemente de classe social ou profissão. Algumas mulheres relatam que o uso de álcool pode levar a situações de vulnerabilidade, como agressões. O AA também oferece grupos para diferentes comunidades, como negros e LGBTQIA+. A série “Vale Tudo” traz à tona a discussão sobre o alcoolismo, e a escolha do termo “alcoolista” em vez de “alcoólatra” busca evitar estigmas.
O alcoolismo é uma doença crônica e incurável, frequentemente cercada de preconceitos. O Alcoólicos Anônimos (AA) oferece apoio a pessoas em recuperação. A pandemia de Covid-19 aumentou a participação feminina nas reuniões do AA, com um crescimento de 41% em encontros exclusivos para mulheres.
A série “Vale Tudo” também aborda o alcoolismo através da personagem Heleninha, interpretada por Paolla Oliveira. Em sua primeira cena embriagada, Heleninha representa a realidade de muitos: a luta contra uma doença que não escolhe classe social ou profissão. O AA, fundado no Brasil em 1947, conta atualmente com cerca de 400 grupos e realiza 1.430 encontros por semana, tanto presenciais quanto on-line.
A psicóloga Gabriela Henrique, ex-vice-presidente do AA do Brasil, destaca que o alcoolismo é uma condição que pode afetar qualquer pessoa. O AA não coleta estatísticas, mas observa um aumento significativo de mulheres desde o início da pandemia. No Rio de Janeiro, são 12 reuniões femininas por semana, refletindo a necessidade de um espaço acolhedor para essas participantes.
As reuniões femininas começaram em 2012 para atender mulheres que se sentiam desconfortáveis em encontros mistos. Gabriela explica que muitas mulheres enfrentam situações de vulnerabilidade durante o uso de álcool, tornando esses encontros mais identificáveis e seguros. Além disso, grupos especiais para negros, indígenas e a população LGBTQIA+ também foram criados, sem impedir a participação em reuniões mistas.
Uma universitária de 23 anos, sóbria há quase quatro anos, relata sua experiência. Ela começou a beber aos 13 anos e, durante a pandemia, percebeu que precisava de ajuda. Sua primeira reunião do AA foi em 2021, e desde então, encontrou apoio e acolhimento. O AA continua a ser um recurso vital para aqueles que buscam recuperação, com encontros abertos a todos.
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