As doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, estão aumentando no Brasil, com um crescimento de 61% nas internações nos últimos dez anos, afetando principalmente jovens adultos. Entre 2015 e 2025, foram registradas mais de 173 mil internações, com São Paulo sendo o estado com mais casos. Os sintomas incluem diarreia crônica, dor abdominal e fadiga, e o tratamento envolve medicamentos e mudanças no estilo de vida. Recentemente, surgiram estudos sobre o uso de células-troncos para ajudar no tratamento e foi lançada a versão brasileira do IBD Disk, uma ferramenta que ajuda os pacientes a entenderem como a doença impacta suas vidas. É importante que os pacientes fiquem atentos aos sinais do corpo e busquem ajuda médica para um diagnóstico e tratamento adequados.
As doenças inflamatórias intestinais (DIIs) estão em ascensão no Brasil, com um alarmante aumento de 61% nas internações nos últimos dez anos. Dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) revelam que, entre 2015 e 2024, foram mais de 170 mil atendimentos hospitalares relacionados a essas condições no Sistema Único de Saúde (SUS). O crescimento das internações, especialmente entre jovens adultos, destaca a urgência de campanhas como o Maio Roxo, que busca conscientizar sobre as DIIs.
Essas doenças, que incluem a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, afetam principalmente o trato gastrointestinal. A doença de Crohn pode atingir qualquer parte do sistema digestivo, enquanto a retocolite se concentra no intestino grosso. A causa das DIIs ainda é incerta, mas fatores genéticos, imunológicos e ambientais são considerados. O tabagismo, por exemplo, é um agravante conhecido da doença de Crohn.
Dados Alarmantes
Entre 2015 e fevereiro de 2025, foram registradas 173.886 internações por DIIs, com São Paulo liderando o número de casos. A prevalência dessas doenças aumentou em média 15% ao ano, atingindo 100 casos por 100 mil habitantes, com maior incidência nas regiões Sudeste e Sul. Os sintomas incluem diarreia crônica, dor abdominal e fadiga intensa, podendo levar a complicações graves como anemia e obstrução intestinal.
O diagnóstico das DIIs requer uma abordagem abrangente, incluindo exames clínicos e laboratoriais. O tratamento visa controlar os sintomas e alcançar a remissão da inflamação, com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico. Entre as opções terapêuticas estão os aminossalicilatos, imunossupressores e imunobiológicos.
Inovações no Tratamento
Recentemente, foram apresentados estudos promissores sobre o uso de células-troncos no tratamento das DIIs, mostrando benefícios na redução da inflamação. Além disso, a versão brasileira do IBD Disk foi lançada, permitindo que os pacientes avaliem o impacto da doença em sua rotina. Essa ferramenta ajuda a guiar conversas com médicos e a monitorar a evolução da condição.
Com o aumento das internações e a crescente prevalência das DIIs, é fundamental que os pacientes estejam atentos aos sinais do corpo e busquem atendimento especializado para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.
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