Uma expedição científica da Noruega coletou amostras de gordura de ursos-polares em Svalbard para estudar a saúde deles. Os cientistas usaram um dardo anestésico para imobilizar os ursos e, em seguida, retiraram pequenas tiras de gordura e amostras de sangue. O objetivo é entender como contaminantes afetam esses animais. Eles também colocaram colares eletrônicos em algumas fêmeas para monitorar seus movimentos e saúde. Apesar das dificuldades causadas pelo aquecimento global, que faz o gelo marinho derreter, a população de ursos-polares em Svalbard teve um leve aumento na última década. Os ursos estão mudando sua dieta, comendo mais alimentos terrestres, como renas e ovos, além de focas, devido à falta de gelo.
Uma expedição científica norueguesa, realizada em abril, coletou biópsias de tecido adiposo de ursos-polares em Svalbard, no Ártico. O objetivo é avaliar o impacto de contaminantes na saúde desses animais. O veterinário Rolf Arne Olden utilizou um dardo anestésico para imobilizar os ursos, permitindo a coleta de amostras de gordura e sangue.
Os pesquisadores, liderados pelo Instituto Polar Norueguês, mantiveram as amostras vivas a bordo do navio quebra-gelo Kronprins Haakon. As amostras foram expostas a contaminantes e hormônios do estresse, antes de serem congeladas para análise posterior. A equipe também instalou colares eletrônicos em dez fêmeas, que ajudam a monitorar a saúde e os deslocamentos dos ursos.
A população de ursos-polares em Svalbard apresentou um leve aumento na última década, apesar das ameaças da caça e do aquecimento global. O Ártico aquece quatro vezes mais rápido que o restante do planeta, resultando no derretimento do gelo marinho, habitat natural dos ursos. Jon Aars, chefe da missão, destacou que os ursos agora consomem mais alimentos terrestres, como renas e ovos, devido à escassez de gelo.
Os dados coletados durante a expedição são essenciais para entender como os ursos se adaptam às mudanças em seu ambiente. A pesquisa sobre a saúde e o comportamento dos ursos-polares em Svalbard é realizada há 40 anos, com o intuito de preservar a espécie e seu habitat.
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