Um jovem foca sul-americana foi encontrada a cerca de 30 milhas do oceano em Torres del Paine National Park, no Chile, o que é inédito para a área. O animal estava descansando em uma trilha e foi resgatado por autoridades que o transportaram para uma praia próxima, onde foi solto novamente no mar. Especialistas acreditam que o foca pode ter chegado ao parque através de um canal que conecta a água do oceano a rios na região. Embora esse comportamento não seja comum, é considerado normal para focas jovens, que costumam explorar. As autoridades estão atentas a essa ocorrência, pois pode indicar mudanças nos ecossistemas locais, possivelmente ligadas às alterações climáticas.
Um jovem foca sul-americana foi avistada a 30 milhas do oceano em Torres del Paine National Park, no dia 7 de maio. Este é o primeiro registro da espécie no parque, conhecido por sua biodiversidade. O animal foi encontrado por turistas e um guarda-parque na trilha Carretas, a menos de um quilômetro do centro administrativo do parque.
Após a descoberta, as autoridades foram acionadas. A equipe do Serviço Nacional de Pesca e Aquicultura do Chile confirmou que se tratava de um juvenil, sem ferimentos aparentes. A foca foi transportada para uma praia próxima, onde foi liberada e nadou de volta ao mar sem dificuldades.
Possíveis Explicações
Mauricio Ruiz, diretor regional da Corporação Nacional Florestal (CONAF), acredita que a foca pode ter acessado o parque através do Canal Señoret, que conecta a região ao oceano. Ele sugere que a correnteza e a busca por alimento podem ter levado o animal a percorrer o rio Serrano, que deságua no parque.
O comportamento da foca não é incomum, segundo o biólogo marinho Jorge Acevedo. Ele explica que focas juvenis costumam ser mais aventureiras e podem nadar em rios em busca de alimento. Apesar disso, as autoridades decidiram intervir para garantir a segurança do animal, evitando riscos de desorientação ou predadores.
Mudanças nos Ecossistemas
O avistamento levanta preocupações sobre mudanças nos ecossistemas locais. Ruiz alerta que alterações no comportamento da fauna podem ser um sinal de que algo está mudando no parque. Embora muitos movimentos ainda sigam padrões naturais, ele não descarta a influência das mudanças climáticas nas rotas e hábitos dos animais.
Com a possibilidade de que encontros como esse se tornem mais frequentes, a CONAF planeja atualizar o plano de manejo do parque, prestando atenção às novas dinâmicas de flora e fauna.
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