Marianne Rogstad, uma avó da Noruega, foi diagnosticada com demência e se isolou após voltar de um trabalho de recepcionista na Suíça. Sua vida mudou quando ela começou a frequentar o Impulssenter, uma “fazenda de repouso” perto de Oslo, onde as pessoas com demência podem trabalhar e se socializar. Essa fazenda foi criada para ajudar essas pessoas a se reintegrarem à sociedade. A Noruega tem um plano nacional de assistência à demência que inclui serviços como essas fazendas. Pesquisas mostram que a jardinagem pode melhorar a saúde mental e física, reduzindo o risco de demência. Um estudo da Universidade de Edimburgo revelou que pessoas que jardinaram ao longo da vida tiveram melhor desempenho cognitivo. A jardinagem envolve habilidades como memória e resolução de problemas, que ajudam a manter o cérebro ativo. Além disso, estar em contato com a natureza reduz o estresse e melhora o bem-estar. A jardinagem também traz benefícios físicos, como aumento da força e mobilidade. Fazendas de repouso estão se espalhando pela Europa, oferecendo um ambiente positivo para pessoas com demência, onde elas podem ver os resultados do seu trabalho e se sentir mais felizes. Rogstad agora passa três dias por semana na fazenda, cuidando de plantas e animais, e aprecia a simplicidade do trabalho ao ar livre.
A jardinagem tem se mostrado uma aliada importante na saúde mental e cognitiva, especialmente entre idosos e pessoas com demência. Novas pesquisas indicam que atividades relacionadas ao cultivo de plantas podem melhorar a cognição e reduzir o risco de demência. Essa descoberta levou à criação de “fazendas de repouso” na Europa, que visam ajudar na reabilitação social de indivíduos com demência.
Marianne Rogstad, uma avó aposentada da Noruega, é um exemplo desse impacto positivo. Diagnosticada com demência, ela se isolou até ingressar no Impulssenter, uma fazenda de repouso nos arredores de Oslo. Henreitte Bringsjord, coadministradora da fazenda, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de ajudar pessoas com demência a se reintegrar à vida social. Desde 2015, a Noruega implementou um plano nacional de assistência à demência, incluindo serviços como o Inn på tunet, que promove a interação social em ambientes naturais.
Estudos recentes reforçam os benefícios da jardinagem. Pesquisadores da Universidade de Edimburgo descobriram que indivíduos que se dedicam à jardinagem apresentam uma melhora significativa na capacidade cognitiva ao longo da vida. A prática envolve processos cognitivos complexos, como memória e função executiva, que são essenciais para a manutenção da saúde mental.
Além disso, a jardinagem está associada ao aumento de proteínas benéficas para o cérebro, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e o fator de crescimento do endotélio vascular (VEGF). Um estudo de 2006 revelou que pessoas que praticavam jardinagem diariamente tinham um risco 36% menor de desenvolver demência. A atividade também melhora a atenção, reduz o estresse e a dependência de medicamentos.
As fazendas de repouso estão se espalhando pela Europa e Reino Unido. Bringsjord destaca que a jardinagem proporciona um senso de autonomia e independência. Os participantes podem observar os resultados de seu trabalho, o que facilita a lembrança de atividades. Rogstad, que passa três dias por semana na fazenda, relata que estar na natureza é muito mais gratificante do que ficar em casa.
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