Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa descobriram que beber chá preto de kombucha todos os dias pode ajudar a aumentar as bactérias boas no intestino de pessoas obesas. O estudo durou oito semanas e contou com 46 participantes, dos quais 38 completaram a pesquisa. Os cientistas analisaram amostras de fezes, urina e sangue para ver como a microbiota intestinal mudava. Os resultados mostraram que o kombucha aumentou bactérias que produzem butirato e diminuiu aquelas ligadas à obesidade. Os participantes eram adultos jovens com IMC acima de 18,5 e não podiam ter doenças crônicas ou já consumir kombucha antes do estudo. Eles receberam 200 mL de kombucha diariamente e responderam a questionários sobre alimentação e atividade física. Embora as bactérias tenham mudado, não houve alterações na produção de ácidos graxos ou na permeabilidade intestinal. Os pesquisadores afirmam que mais estudos são necessários para entender melhor os efeitos do kombucha na saúde intestinal, especialmente em pessoas com obesidade.
Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), em Minas Gerais, descobriram que o consumo diário de chá preto de kombucha pode promover o crescimento de bactérias benéficas na microbiota intestinal de indivíduos obesos. O estudo, realizado ao longo de oito semanas, envolveu 46 participantes, dos quais 38 completaram a pesquisa.
Os cientistas do grupo de pesquisa BIOCARB analisaram amostras de fezes, urina e sangue para avaliar as mudanças na microbiota. Os resultados mostraram que o consumo regular de kombucha resultou no aumento de bactérias produtoras de butirato, como Subdoligranulum, e na redução de gêneros associados à obesidade, como Ruminococcus e Dorea.
Metodologia do Estudo
Os participantes foram recrutados por meio de e-mails e anúncios em mídias sociais. Foram incluídos indivíduos com idades entre 18 e 45 anos e IMC de pelo menos 18,5 kg/m², excluindo aqueles com histórico de doenças crônicas ou que consumiram kombucha regularmente antes do estudo. A intervenção consistiu na distribuição de 200 mL de chá preto de kombucha preparado em laboratório para consumo diário.
Além disso, questionários de frequência alimentar e de atividade física foram aplicados para garantir que não houvesse mudanças significativas nas dietas dos participantes. O estudo revelou que o consumo frequente de kombucha favoreceu o crescimento de bactérias como Bacteroidota e Akkermanciaceae, com benefícios mais acentuados em indivíduos obesos.
Resultados e Implicações
Embora as alterações na composição bacteriana tenham sido significativas, não houve mudanças diretas na produção de ácidos graxos de cadeia curta ou na permeabilidade intestinal durante o período de intervenção. Os pesquisadores ressaltam que mais estudos são necessários para confirmar esses achados e explorar os potenciais impactos clínicos do kombucha na saúde intestinal, especialmente em pessoas com obesidade.
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