A Vigilância Sanitária de Natal (RN) alertou sobre um surto de ciguatera que afetou 13 pessoas em um restaurante no dia 6 de outubro, resultando em três hospitalizações, sendo que dois pacientes foram para a UTI, mas já receberam alta. Os sintomas da ciguatera, que é uma intoxicação alimentar causada por toxinas em peixes como barracuda e arabaiana, incluem diarreia, náusea, vômito e dor abdominal. O evento ocorreu durante uma confraternização médica com 35 pessoas, e todos estão sendo monitorados. Amostras do peixe servido foram coletadas para análise. A ciguatoxina, que causa essa intoxicação, é produzida por microalgas e se acumula em peixes carnívoros, tornando-os perigosos. A Vigilância recomendou que restaurantes evitem servir peixes potencialmente contaminados e informem os clientes sobre os tipos de peixes usados. Este é o terceiro surto de ciguatera em Natal em 2025, com casos anteriores envolvendo famílias que consumiram barracuda e arabaiana. Se a presença da ciguatoxina for confirmada, Natal terá registrado sete surtos desde 2022.
A Vigilância Sanitária de Natal (RN) alertou a população sobre o consumo de pescados após um surto de ciguatera, que afetou 13 pessoas em um restaurante no dia 6 de outubro. Três pacientes foram hospitalizados, incluindo dois internados na UTI, mas já receberam alta e estão bem.
Os sintomas da ciguatera, uma intoxicação alimentar causada por uma toxina presente em peixes como barracuda e arabaiana, incluem diarreia, náusea, vômito e dor abdominal. O evento ocorreu durante uma confraternização médica com 35 participantes, e todos estão sendo monitorados. Amostras do peixe servido foram coletadas para análise no Laboratório Central de Saúde Pública de Natal.
Riscos da Ciguatoxina
A ciguatoxina é produzida por microalgas em recifes de corais tropicais e subtropicais. Segundo o biólogo-marinho Marcelo Szpilman, a substância se acumula na cadeia alimentar, tornando peixes carnívoros, como a barracuda, mais perigosos. Os sintomas podem incluir também alterações cardiovasculares e neurológicas, como sensação de sabor metálico e inversão térmica.
A Vigilância Sanitária recomendou que restaurantes restrinjam a oferta de espécies potencialmente contaminadas e informem os clientes sobre os tipos de peixes utilizados nos pratos. A ciguatoxina não é eliminada pelo cozimento ou congelamento, o que aumenta os riscos associados ao seu consumo.
Histórico de Surtos
Este é o terceiro surto de ciguatera registrado em Natal em 2025. Em abril, sete membros de uma família apresentaram sintomas após consumir barracuda, e em fevereiro, três pessoas adoeceram após comer peixe da espécie arabaiana. Os resultados laboratoriais dos três episódios ainda não foram divulgados. Se confirmada a presença da ciguatoxina, Natal terá registrado sete surtos desde 2022.
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