A nova diretriz europeia para a pressão arterial mudou o que é considerado normal, passando de 120 por 80 mmHg para 120 por 70 mmHg. Essa alteração foi feita com base em estudos que mostram riscos para a saúde a partir de 115 por 70 mmHg e já está sendo aplicada em consultórios no Brasil. A diretriz também criou a categoria “pressão arterial elevada”, que exige um acompanhamento mais cuidadoso. Para adultos a partir de 20 anos, a recomendação é focar em mudanças de estilo de vida, como exercícios e alimentação saudável, especialmente para quem tem histórico de problemas cardíacos ou diabetes. Se a pressão não melhorar em três meses, o tratamento com medicamentos deve ser iniciado. Além disso, a diretriz sugere usar duas medicações em doses baixas desde o começo do tratamento para aumentar a eficácia. É importante medir a pressão fora do consultório para evitar diagnósticos errados, como a hipertensão mascarada. Exames como o Mapa, que mede a pressão por 24 horas, são recomendados. Essas mudanças visam melhorar o diagnóstico e o tratamento da hipertensão, reduzindo riscos à saúde. A Sociedade Brasileira de Cardiologia está preparando novas diretrizes que devem ser lançadas em 2025, seguindo essas recomendações europeias.
A nova diretriz europeia para o manejo da hipertensão arterial redefine a pressão considerada normal, alterando o padrão de 120 por 80 mmHg para 120 por 70 mmHg. Essa mudança, baseada em estudos que indicam riscos cardiovasculares a partir de 115 por 70 mmHg, já está sendo adotada em consultórios no Brasil.
A nova classificação inclui a categoria de “pressão arterial elevada”, que requer um acompanhamento mais rigoroso. Essa diretriz é aplicável a adultos a partir dos 20 anos, enquanto para menores, a avaliação considera idade, sexo e altura, conforme explica o cardiologista Fábio Argenta, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Abordagens Iniciais
Para pacientes com histórico de alto risco cardiovascular, como infarto ou diabetes, a diretriz recomenda intervenções iniciais focadas em mudanças de estilo de vida, como exercícios físicos e uma dieta saudável. Se, após três meses, a pressão não se estabilizar abaixo de 130 por 80 mmHg, a orientação é iniciar tratamento medicamentoso.
Além disso, a diretriz sugere que, ao diagnosticar hipertensão, seja adotada uma terapia combinada desde o início, utilizando duas medicações em baixa dosagem. Essa abordagem visa melhorar a eficácia do tratamento, atuando em diferentes mecanismos da hipertensão.
Medições Precisas
A diretriz também enfatiza a importância de medições da pressão arterial fora do ambiente clínico. O objetivo é evitar diagnósticos incorretos, como a hipertensão mascarada ou a hipertensão do avental branco. Para isso, recomenda-se a realização de exames como o Mapa, que mede a pressão por 24 horas, ou a monitorização residencial da pressão arterial.
Essas atualizações visam diagnosticar e tratar a hipertensão de forma mais eficaz e precoce, reduzindo riscos cardiovasculares e promovendo uma melhor qualidade de vida. A SBC está desenvolvendo novas diretrizes brasileiras, com previsão de publicação para o primeiro semestre de 2025, que devem seguir os parâmetros europeus.
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