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Bactérias ajudam a mitigar os efeitos do aquecimento em pastagens agrícolas

Pesquisadores da USP inovam ao usar bactérias para fortalecer gramíneas, prometendo melhorar a pecuária frente ao aquecimento global.

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram uma nova forma de ajudar gramíneas a resistirem ao aquecimento global usando bactérias. O estudo, feito em Ribeirão Preto, mostra que essas bactérias podem aumentar a fotossíntese e o valor nutricional das pastagens, o que é bom para a pecuária. Os cientistas testaram as bactérias Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens em gramíneas como a Brachiaria mavuno, simulando um aumento de temperatura de até 2ºC. Eles perceberam que as plantas tratadas tiveram uma fotossíntese 15% maior e 38% mais proteína do que as não tratadas. Além disso, a digestibilidade melhorou, facilitando a absorção de nutrientes. O laboratório de mudanças climáticas da USP, que existe desde 2011, estuda como o aumento de CO2 e a falta de água afetam as plantas. O projeto é apoiado por instituições como Fapesp e CNPq e busca promover uma agricultura mais sustentável. A pesquisa chamou a atenção de empresas, como a Wolf Sementes, que está interessada em desenvolver essas gramíneas. Embora as sementes sejam mais caras, a empresa acredita que a produtividade compensará o investimento.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma técnica inovadora que utiliza bactérias para aumentar a resistência de gramíneas ao aquecimento global. O estudo, realizado no campus de Ribeirão Preto, simula condições climáticas futuras e apresenta resultados promissores para a pecuária brasileira.

A pesquisa, liderada pelo professor Carlos Alberto Martinez, foi publicada em março no periódico *Science of the Total Environment*. Os cientistas utilizaram as bactérias Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens em gramíneas, como a Brachiaria mavuno, para avaliar a resposta das plantas a um aumento de temperatura de até 2ºC, superando a meta do Acordo de Paris.

Martinez destaca que o aumento da temperatura e a escassez de água podem reduzir a qualidade das pastagens, tornando-as menos nutritivas e mais fibrosas. Isso exige que o gado consuma mais alimento para atingir o peso de abate, elevando os custos de produção e as emissões de metano.

Avanços na Fotossíntese e Nutrição

Os resultados mostraram que as plantas inoculadas mantiveram taxas fotossintéticas 15% maiores e apresentaram 38% a mais de proteína bruta em comparação com as não inoculadas. Além disso, a digestibilidade melhorou, com uma redução de até 22% na lignina, um componente que dificulta a absorção de nutrientes.

O laboratório de mudanças climáticas da USP, criado em 2011, é pioneiro no Brasil e simula os efeitos do aumento de CO2, temperatura e menor oferta de água em forrageiras. O projeto, financiado por entidades como Fapesp e CNPq, visa contribuir para a agricultura de baixo carbono e a recuperação de pastagens degradadas.

Parcerias e Futuro da Pecuária

A pesquisa já atraiu o interesse de empresas, como a Wolf Sementes, que colaborou no desenvolvimento da B. mavuno. Embora o custo das sementes melhoradas seja 50% maior, a empresa acredita que a produtividade compensará esse investimento a médio e longo prazo. Alex Wolf, CEO da empresa, afirma que essas cultivares são essenciais para a pecuária sustentável e para enfrentar os desafios climáticos.

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