Uma nova pesquisa mostrou que as baleias jubarte podem dar à luz em locais mais ao sul do que se pensava, como na Tasmânia e na Nova Zelândia, desafiando a ideia de que elas precisam migrar para águas tropicais para isso. Cientistas descobriram que filhotes nasceram até 1.500 km mais ao sul das zonas de reprodução conhecidas. A doutora Tracey Rogers, da Universidade de Nova Gales do Sul, destacou que isso significa que as crias, que ainda não nadam bem, precisam nadar longas distâncias logo após o nascimento. Durante uma excursão de observação de baleias, a estudante Jane McPhee-Frew encontrou uma mãe jubarte e seu filhote em um porto movimentado, o que a levou a investigar mais sobre as áreas de nascimento das jubartes. Os pesquisadores analisaram dados de avistamentos e varamentos, identificando 209 registros de filhotes, incluindo 11 nascimentos. A maioria das observações ocorreu a partir de 2016, com um aumento significativo em 2023 e 2024. Embora a migração das jubartes consuma energia e as torne vulneráveis, ainda não se sabe por que elas continuam a migrar se podem dar à luz mais ao sul. Os cientistas pedem mais proteção para as áreas onde as jubartes estão dando à luz, já que algumas crias foram encontradas feridas. Eles ressaltam a importância de aumentar a conscientização sobre a proteção dessas áreas e a necessidade de mais pesquisas sobre os habitats utilizados pelas jubartes durante suas migrações.
Uma pesquisa recente desafiou a crença de que as migrações das baleias jubarte para águas tropicais são essenciais para o nascimento de filhotes. Os estudos indicam que as criações podem ocorrer até 1.500 quilômetros mais ao sul, em regiões como Tasmania e Nova Zelândia.
A pesquisa, liderada pela doutora Tracey Rogers, da Universidade de Nova Gales do Sul, foi publicada na revista *Frontiers in Marine Science*. Os cientistas identificaram 209 registros de filhotes, incluindo 11 nascimentos e 41 varamentos, o que sugere que as jubartes podem estar se reproduzindo em áreas não reconhecidas anteriormente.
Durante uma excursão de avistamento de baleias em julho de 2023, a candidata a doutorado Jane McPhee-Frew encontrou uma mãe jubarte e seu filhote no porto de Newcastle, um local inesperado para o nascimento. Essa observação levou os pesquisadores a investigar mais sobre as áreas de reprodução das jubartes na Austrália e Nova Zelândia, utilizando dados de ciência cidadã e registros de varamentos.
Implicações para a Conservação
Os resultados têm implicações significativas para a conservação das jubartes. As criações em áreas não tradicionais podem expor os filhotes a riscos maiores, como a necessidade de nadar longas distâncias em águas perigosas. A coautora Adelaide Dedden, do Serviço de Parques Nacionais e Vida Silvestre da Austrália, destacou que as jubartes dependem de reservas de kril antártico para sustentar suas migrações.
Embora o estudo tenha revelado novas áreas de nascimento, ainda não está claro por que as jubartes continuam a migrar para águas tropicais. A pesquisa sugere que fatores adicionais podem influenciar essa migração, e mais estudos são necessários para entender melhor os habitats utilizados durante esse processo.
Os cientistas alertam para a necessidade de ampliar as áreas protegidas e aumentar a conscientização sobre a proteção das jubartes e seus filhotes. A pesquisa destaca que, apesar do aumento nas observações de filhotes, isso pode ser influenciado por um maior número de pessoas observando as baleias e não necessariamente por um aumento real na população.
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