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Bebê de Gaza é enviado de volta à guerra após cirurgia cardíaca na Jordânia

Crianças doentes evacuadas de Gaza enfrentam retorno prematuro e cuidados médicos insuficientes, em meio a uma crise humanitária crescente.

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Duas crianças doentes, Niveen e Mohammed, enfrentam dificuldades após serem levadas da Gaza para a Jordânia para tratamento médico. Niveen, de sete meses, nasceu com um problema no coração e passou por uma cirurgia na Jordânia, mas voltou a Gaza antes de completar o tratamento. Sua mãe está preocupada com a saúde dela, já que vivem em condições precárias. A Jordânia havia prometido cuidar de até 2.000 crianças, mas autoridades de saúde em Gaza afirmam que muitas ainda precisam de atendimento. Mohammed, que tem asma e alergias, também está em situação difícil, e sua mãe expressa medo e falta de alimentos. O bloqueio de Israel à Gaza, que já dura 11 semanas, dificultou o acesso a alimentos e medicamentos, e embora Israel tenha permitido a entrada de alguns suprimentos, organizações internacionais dizem que isso não é suficiente. As famílias que voltaram da Jordânia agora enfrentam uma realidade muito perigosa.

Em meio à crise humanitária em Gaza, duas crianças doentes, Niveen e Mohammed, enfrentam novos desafios após serem evacuadas para tratamento na Jordânia. A situação se agravou com a retomada do conflito entre Israel e Hamas, que resultou em escassez de alimentos e medicamentos.

Niveen, de apenas sete meses, nasceu com um buraco no coração e foi levada para a Jordânia em março, onde passou por uma cirurgia de coração aberto. Sua mãe, Enas Abu Daqqa, expressou preocupação com a saúde da filha, que não completou o tratamento antes de ser enviada de volta a Gaza em 12 de maio. “Ela não pode continuar morando em uma barraca”, afirmou Enas, temendo que a condição de Niveen se agrave.

A Jordânia, que havia prometido tratar até 2.000 crianças doentes, defendeu que as crianças enviadas de volta estavam em boas condições. No entanto, autoridades de saúde em Gaza contestam essa afirmação, alertando que as crianças ainda precisam de cuidados médicos. “As crianças ainda precisavam de tratamento”, disse um oficial do ministério da saúde de Gaza.

A situação é crítica para outras famílias, como a de Nihaya Bassel, que teme pela saúde de seu filho, Mohammed, que sofre de asma e alergias alimentares. “Voltamos a viver com medo e fome”, desabafou Nihaya, ressaltando a dificuldade de fornecer alimentos adequados ao filho. O cerco de Israel à Faixa de Gaza, que dura há 11 semanas, cortou o fornecimento de bens essenciais, levando a um risco crítico de fome entre os palestinos.

Recentemente, Israel anunciou a entrada de uma quantidade mínima de alimentos em Gaza, mas organizações internacionais afirmam que isso é insuficiente. Enquanto isso, as famílias que retornaram da Jordânia enfrentam a dura realidade de viver em um dos locais mais perigosos do mundo para crianças.

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