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Estudo revela que metabolitos em urina e sangue indicam consumo de alimentos ultraprocessados

Estudo inédito revela que metabolitos na urina e sangue podem medir o consumo de ultraprocessados, ligando-os a riscos de diabetes.

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Um estudo recente publicado no PLOS Medicine mostra que é possível medir o consumo de alimentos ultraprocessados por meio de moléculas encontradas na urina e no sangue. Esses alimentos, que incluem itens como iogurtes adoçados e pães industrializados, estão ligados a problemas de saúde como obesidade e diabetes. A pesquisa analisou amostras de 718 pessoas saudáveis, que registraram o que comeram durante um ano. Os resultados indicaram que, em média, 50% da energia consumida pelos participantes vinha de alimentos ultraprocessados. Aqueles que consumiam mais desses alimentos apresentavam maior risco de diabetes e menos metabolitos relacionados a frutas e vegetais frescos. Essa nova abordagem pode ajudar a entender melhor os impactos dos ultraprocessados na saúde.

Um estudo publicado na revista PLOS Medicine revela que moléculas presentes na urina e no sangue podem medir de forma objetiva o consumo de alimentos ultraprocessados. A pesquisa, realizada por uma equipe de epidemiologistas, sugere que esses dados podem ajudar a investigar a relação entre dietas ricas em ultraprocessados e doenças como diabetes e câncer.

Os alimentos ultraprocessados, que incluem itens como iogurtes adoçados e pães industrializados, são frequentemente associados a problemas de saúde, como obesidade e doenças cardiovasculares. Tradicionalmente, as pesquisas sobre dieta dependiam de relatos alimentares, que podem ser imprecisos. A nova abordagem analisa mais de mil metabolitos, substâncias geradas quando o corpo processa alimentos.

A equipe, liderada pela epidemiologista Erikka Loftfield, estudou amostras de sangue e urina de setecentos e dezoito indivíduos saudáveis, com idades entre cinquenta e setenta e quatro anos, coletadas em dois momentos, com seis meses de intervalo. Durante um ano, os participantes registraram suas refeições diárias. A pesquisa revelou que, em média, cinquenta por cento da ingestão calórica dos participantes vinha de alimentos ultraprocessados, com variações de doze a oitenta e dois por cento.

Os resultados mostraram que aqueles que consumiam mais ultraprocessados apresentavam maior ingestão de carboidratos, açúcares adicionados e gorduras saturadas, enquanto a ingestão de proteínas e fibras era menor. Além disso, as amostras de urina dos participantes com dietas ricas em ultraprocessados continham metabolitos associados a um risco elevado de diabetes tipo dois e moléculas ligadas a embalagens alimentares.

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