O governo Lula vai criar o CadInsan, um novo indicador para medir o risco de fome entre as famílias do Cadastro Único. Esse indicador deve ser lançado até o final de junho e ajudará a identificar áreas com mais necessidade, permitindo que o Ministério de Desenvolvimento Social melhore as ações de segurança alimentar até 2026. O Brasil voltou a ter problemas com a fome em 2021, com 2,8% da população em subnutrição, e precisa reduzir esse número para 2,5% para sair novamente do Mapa da Fome da ONU. Atualmente, 8,7 milhões de brasileiros enfrentam insegurança alimentar grave. O CadInsan usará informações socioeconômicas para calcular a probabilidade de uma família passar fome, oferecendo dados mais precisos por município. A Região Norte é a mais afetada, com quase 40% dos municípios enfrentando insegurança alimentar. A secretária Luiza Trabuco ressaltou a importância de melhorar as políticas de alimentação. Menos de 30% dos municípios participam do Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional, que é uma estratégia importante para garantir o direito à alimentação. O governo também quer fortalecer a agricultura familiar e aumentar a adesão ao sistema, com a meta de alcançar 3 mil municípios até o fim do mandato.
O governo Lula anunciou a criação do CadInsan, um novo indicador que avaliará o risco de fome entre as famílias cadastradas no Cadastro Único. A ferramenta deve ser lançada até o final de junho e tem como objetivo identificar áreas críticas, permitindo ao Ministério de Desenvolvimento Social direcionar ações de segurança alimentar até 2026.
O Brasil, que saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014, voltou a figurar na lista em 2021, com 2,8% da população em subnutrição. Para ser retirado novamente do mapa, o país precisa reduzir esse índice para 2,5%. Dados recentes indicam que 8,7 milhões de brasileiros enfrentam insegurança alimentar grave, representando 4,1% dos lares.
Ações e Metas
O CadInsan utilizará variáveis socioeconômicas para estimar a probabilidade de uma família estar em situação de fome, proporcionando dados mais detalhados a nível municipal. Atualmente, o governo utiliza a Triagem para o Risco de Insegurança Alimentar, que é aplicada em unidades de saúde. A Região Norte apresenta a maior taxa de insegurança alimentar, com quase 40% dos municípios afetados.
A secretária Extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Luiza Trabuco, destacou a importância de estruturar melhor as ações para garantir o direito à alimentação. O Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) é uma das estratégias para alcançar esse objetivo. Menos de 30% dos municípios participam do Sisan, mas essas localidades abrangem mais da metade da população.
Desafios e Oportunidades
As iniciativas incluem o fortalecimento da agricultura familiar e a promoção de feiras e bancos de alimentos. O governo busca aumentar a adesão ao Sisan, com a meta de alcançar 3 mil municípios até o final do mandato. A adesão ao sistema é considerada essencial para garantir a continuidade das políticas de segurança alimentar, independentemente da alternância de poder.
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