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Alejandría enfrenta colapso de edifícios devido ao avanço do mar e mudanças climáticas

Alejandría enfrenta um aumento alarmante de colapsos de edifícios, com 43 ocorrências entre 2023 e 2025, devido à erosão e intrusão salina.

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Alejandría, no Egito, está enfrentando sérios problemas devido ao afundamento do solo e à erosão da costa, que estão sendo agravados pelo aquecimento global. Recentemente, estudos mostraram que entre janeiro de 2023 e abril de 2025, 43 edifícios desabaram, resultando em 32 mortes e 37 feridos. A cidade, que já é uma das mais vulneráveis do mundo a esses efeitos, tem muitos de seus bairros informais próximos ao mar, onde a erosão e a intrusão de água salgada estão afetando a estabilidade dos prédios. A pesquisa revelou que a erosão da costa e o aumento do nível do mar estão diretamente ligados ao colapso das construções. Além disso, a falta de manutenção e a construção descontrolada também contribuem para o problema. Os especialistas alertam que, se não forem tomadas medidas adequadas, a situação vai piorar, com muitos prédios em risco de desabamento. Eles sugerem que a cidade deve considerar soluções que envolvam tanto infraestrutura rígida, como diques, quanto abordagens mais naturais, como a recuperação de praias.

Alejandría, cidade histórica do Egito, enfrenta um aumento alarmante no colapso de edifícios devido à erosão costeira e à intrusão de água salina. Entre janeiro de 2023 e abril de 2025, foram registrados 43 incidentes de desabamento, resultando em 32 mortes e 37 feridos.

A cidade, famosa por sua relação com o mar Mediterrâneo, é uma das mais vulneráveis ao impacto das mudanças climáticas. Estudos indicam que a erosão da costa e o aumento do nível do mar estão acelerando o colapso de estruturas. A média de elevação do nível do mar na região é de 1,5 milímetros ao ano, enquanto o solo de Alejandría afunda entre 1 e 1,5 milímetros anualmente.

Pesquisadores como Sara Fouad e Essam Heggy alertam que a combinação de fatores, como a falta de infraestrutura e a construção descontrolada, agrava a situação. Cerca de 40% dos edifícios da cidade estão a menos de um quilômetro do mar, aumentando o risco de colapsos.

O estudo publicado na revista Earth’s Future revela que a erosão costeira permite a infiltração de água do mar nos aquíferos, comprometendo a estabilidade do solo. A frequência crescente de ciclones mediterrâneos também contribui para o desgaste das construções.

Os especialistas destacam que a gestão inadequada das autoridades e a negação dos efeitos do aquecimento global são fatores que intensificam a crise. A cidade precisa de soluções de adaptação, como a construção de diques e a reabilitação de praias, além de uma melhor coordenação entre as entidades governamentais.

Se não forem tomadas medidas eficazes, a vulnerabilidade de Alejandría continuará a aumentar, comprometendo a integridade estrutural dos edifícios e a segurança de seus habitantes.

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