Pesquisadores descobriram um novo marcador nas células do sangue que pode medir o envelhecimento e ajudar a tratar doenças relacionadas a essa condição, como problemas cardiovasculares e câncer. Um estudo mostrou que uma em cada duas pessoas pode desenvolver doenças do sangue ao longo da vida, especialmente após os 50 anos. Os cientistas analisaram a sangue de ratos e de pessoas entre 23 e 77 anos, encontrando que esse marcador se torna comum após os 60 anos. Eles desenvolveram uma técnica chamada EPI-Clone, que permite rastrear a origem das células sanguíneas sem precisar de engenharia genética. Essa nova abordagem pode facilitar o desenvolvimento de terapias para melhorar a saúde do sangue e tratar doenças relacionadas ao envelhecimento.
Pesquisadores do Centro de Regulación Genómica de Barcelona descobriram um novo marcador bioquímico nas células sanguíneas que mede o envelhecimento. O estudo, publicado na revista *Nature*, revela que esse marcador pode abrir caminho para terapias que tratem doenças relacionadas ao envelhecimento, como problemas cardiovasculares e câncer.
A pesquisa, liderada pelo biólogo molecular Lars Velten e seu colega Alejo Rodríguez-Fraticelli, analisou amostras de sangue de ratões e de doze pessoas com idades entre 23 e 77 anos. Os cientistas identificaram que o novo marcador começa a aparecer a partir dos cinquenta anos e se torna “universal” após os sessenta. O estudo sugere que a diversidade genética das células-tronco hematopoiéticas diminui com a idade, o que pode estar ligado ao aumento de doenças relacionadas ao envelhecimento.
Os pesquisadores desenvolveram um sistema chamado EPI-Clone, que utiliza a metilação do DNA como um “código de barras” para rastrear a identidade clonal das células. Essa técnica permite identificar como as células sanguíneas se diferenciam ao longo do tempo e pode ajudar a entender melhor a relação entre envelhecimento e doenças.
Os resultados preliminares indicam que a limpeza dessas células envelhecidas pode rejuvenescê-las, melhorando a saúde do sistema circulatório e imunológico. Embora o método ainda não seja viável para uso clínico devido ao alto custo, os cientistas acreditam que ele pode se tornar uma ferramenta acessível para diagnósticos precoces no futuro.
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