A FDA aprovou um novo exame de sangue chamado Lumipulse, que detecta placas amiloides no cérebro, ajudando no diagnóstico da doença de Alzheimer de forma menos invasiva e mais acessível. Antes, os médicos usavam métodos mais caros e invasivos, como punções lombares. O teste analisa duas proteínas no plasma sanguíneo para identificar a presença dessas placas. Essa aprovação é considerada um avanço importante, pois facilita o diagnóstico para pacientes nos Estados Unidos que estão nos estágios iniciais da doença. O Lumipulse foi desenvolvido pela Fujirebio Diagnostics e é o primeiro teste de sangue aprovado pela FDA para essa finalidade. Embora existam outros testes de sangue no mercado, a maioria não passou pela revisão da FDA. O novo teste é recomendado para pacientes com sinais de declínio cognitivo e deve ser interpretado junto com outras informações clínicas. Os resultados podem apresentar riscos de falso-positivos e falso-negativos, mas os dados mostram que a maioria dos resultados positivos e negativos foi confirmada por outros exames.
A Food and Drug Administration (FDA) aprovou, no dia dezesseis de maio, o teste de sangue Lumipulse, que identifica placas amiloides no cérebro, oferecendo uma alternativa menos invasiva para o diagnóstico da doença de Alzheimer. Este exame é uma ferramenta acessível que pode facilitar a detecção precoce da condição neurodegenerativa.
O teste Lumipulse analisa duas proteínas no plasma sanguíneo para determinar a presença de placas amiloides. Anteriormente, os médicos dependiam de métodos mais invasivos, como punções lombares e exames cerebrais, que expõem os pacientes à radiação. A diretora do Centro de Dispositivos e Saúde Radiológica da FDA, Michelle Tarver, destacou que essa aprovação representa um avanço significativo para o diagnóstico da doença.
A concorrência no desenvolvimento de testes de sangue para Alzheimer tem aumentado. O Lumipulse é fabricado pela Fujirebio Diagnostics, parte do grupo japonês H.U. Group. Outras empresas, como C2N Diagnostics e Quanterix, também estão trabalhando em testes semelhantes. O custo do Lumipulse ainda não foi divulgado.
Howard Fillit, geriatra e diretor científico da Alzheimer’s Drug Discovery Foundation, elogiou a aprovação, afirmando que a possibilidade de um teste de sangue para Alzheimer é um avanço notável. Ele ressaltou que médicos gerais poderão solicitar o exame, facilitando o encaminhamento para neurologistas caso o resultado seja positivo.
Embora existam outros testes de sangue para Alzheimer no mercado, a FDA não revisa a maioria deles. O Lumipulse é o primeiro a receber aprovação da agência. A diretora científica da Associação de Alzheimer, Maria Carrillo, afirmou que a aprovação facilitará diagnósticos mais precisos e precoces.
O teste é destinado a pacientes com pelo menos cinquenta e cinco anos que apresentem sinais de declínio cognitivo. A FDA recomenda que os resultados sejam analisados em conjunto com outras informações clínicas. O teste não deve ser utilizado em pessoas sem sintomas, devido ao risco de resultados falso-positivos ou falso-negativos.
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