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Indústria de ultraprocessados utiliza táticas de intimidação contra defensores da saúde

Multinacionais de alimentos usam táticas de intimidação, como espionagem e campanhas de descrédito, para silenciar defensores da saúde pública.

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A doutora Esperanza Cerón Villaquirán, que dirige a organização Educar Consumidores, já havia denunciado ameaças e agressões por causa de seu trabalho contra o consumo de bebidas açucaradas. Recentemente, um estudo mostrou que grandes empresas de alimentos usam táticas de intimidação, como espionagem e campanhas de difamação, para silenciar defensores da saúde pública. Essas empresas, que têm lucros enormes, não hesitam em usar qualquer meio para proteger seus interesses. O estudo documenta várias formas de pressão, incluindo a desacreditação pública de críticos e ameaças legais. Além disso, algumas empresas contratam serviços de vigilância para espionar aqueles que trabalham em políticas de saúde. Essa situação mostra como é difícil para defensores da saúde enfrentarem grandes corporações, que têm muitos recursos e poder.

A diretora da organização Educar Consumidores, Esperanza Cerón Villaquirán, denunciou ameaças e agressões em decorrência de sua atuação contra o consumo de bebidas açucaradas. Em 2016, ela registrou uma queixa formal após receber chamadas ameaçadoras e ser seguida por desconhecidos. A pressão levou à retirada de um anúncio que alertava sobre os riscos do consumo de refrigerantes.

Um estudo recente revelou que multinacionais de alimentos utilizam táticas de intimidação, como espionagem e campanhas de descrédito, para silenciar defensores da saúde pública. Essas práticas incluem a desqualificação de críticos em mídias sociais e a contratação de cientistas para contradizer suas afirmações. Além disso, há relatos de vigilância e ameaças legais contra aqueles que expõem os riscos dos ultraprocessados.

O estudo documenta diversos casos de intimidação, destacando que a indústria alimentícia adota estratégias semelhantes às do setor de tabaco. As empresas priorizam a proteção de sua imagem e reputação, investindo bilhões em publicidade. Em 2022, por exemplo, a Coca-Cola teve receitas de R$ 43 bilhões. Essa pressão tem resultado em autocensura entre defensores da saúde, que se afastam do debate público devido ao medo de represálias.

A situação é alarmante, pois a saúde pública enfrenta um desbalanceamento significativo em relação aos interesses das grandes corporações. A falta de novas vozes críticas no debate sobre alimentação saudável é um reflexo das táticas de intimidação e cooptamento utilizadas por essas empresas.

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