A onça-pintada, que foi capturada após a morte do caseiro Jorge Avalo, agora se chama Irapuã e está em um mantenedor de fauna em Amparo, São Paulo. Ela não poderá voltar à natureza porque se acostumou a ser alimentada de forma irregular, o que pode torná-la perigosa para os humanos. Desde sua captura, Irapuã passou por exames e ganhou peso, agora pesando 107 quilos. O recinto onde vive tem mais de 4.000 m² e será adaptado para parecer com o Pantanal, incluindo um lago. O Instituto Ampara Animal, que cuida dela, planeja arrecadar dinheiro para melhorar o espaço. Irapuã está se adaptando bem e, embora não tenha um plano de conservação definido, pode ajudar na reprodução da espécie, que está ameaçada de extinção.
A onça-pintada, agora chamada Irapuã, foi capturada após a morte do caseiro Jorge Avalo, ocorrida em abril, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O felino está sob os cuidados do Instituto Ampara Animal, em Amparo (SP), e não poderá retornar à natureza devido a mudanças comportamentais.
Irapuã passou por exames no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) em Campo Grande (MS). A decisão de mantê-la em cativeiro foi tomada pelo governo de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A alimentação irregular de animais silvestres, prática proibida, contribuiu para a perda do medo natural da onça em relação aos humanos.
O recinto onde Irapuã viverá terá mais de 4.000 m² e será adaptado para simular o habitat pantaneiro, incluindo um lago para natação. A presidente do Instituto Ampara, Juliana Camargo, destacou que a onça ganhou 13 quilos desde sua captura, passando de 94 quilos para 107 quilos. A alimentação será de cerca de 20 quilos de carne por semana.
Cuidados e Adaptação
O veterinário Jorge Salomão Júnior informou que Irapuã está se adaptando bem ao novo ambiente. O mantenedor de fauna não permite visitação pública e prioriza o bem-estar dos animais. Camargo ressaltou que a aproximação de humanos com animais selvagens é prejudicial e pode resultar em incidentes.
O Instituto Ampara planeja arrecadar mais de R$ 230 mil para adaptar o espaço de Irapuã, que já abriga outras oito onças. O animal ainda não possui um plano de conservação definido e aguarda avaliações para possíveis funções ecológicas, como reprodução da espécie, que é criticamente ameaçada de extinção.
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