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Tokyo isenta tarifas de água para combater calor extremo neste verão

Tóquio isentará taxas de água por quatro meses para combater o calor extremo, após 263 mortes por insolação no verão passado.

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O governo de Tóquio decidiu isentar os moradores das taxas básicas de água por quatro meses para ajudar a enfrentar o calor extremo do verão. Essa medida, que custará cerca de ¥36 bilhões, visa incentivar as pessoas a usarem ar-condicionado, já que muitas mortes por insolação no ano passado ocorreram entre idosos que não ligaram o aparelho devido aos altos custos. Em Tóquio, as taxas de água variam de ¥860 a ¥1.460 por mês, dependendo do tamanho do encanamento da casa. No último verão, o Japão registrou temperaturas recordes, e quase 8.000 pessoas foram hospitalizadas por insolação, a maioria delas idosos.

O governo metropolitano de Tóquio anunciou que isentará os residentes de taxas básicas de água por quatro meses para enfrentar o calor extremo previsto para este verão. O orçamento destinado a essa medida é de ¥36 bilhões (aproximadamente R$ 250 milhões). A decisão visa criar um ambiente mais seguro para a população, especialmente após as 263 mortes por insolação registradas no verão passado.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, destacou que muitos idosos não utilizam ar-condicionado devido aos altos custos. “Queremos que todos os moradores de Tóquio possam viver em paz, mesmo com o calor intenso”, afirmou. Dados do Departamento de Bombeiros de Tóquio indicam que mais de 60% das mortes por insolação ocorreram em ambientes fechados onde o ar-condicionado não foi acionado.

As taxas básicas de água em Tóquio variam entre ¥860 (cerca de R$ 6) e ¥1.460 (aproximadamente R$ 10) por mês, dependendo do diâmetro do encanamento da residência. Embora a isenção se aplique às taxas básicas, taxas adicionais baseadas no consumo de água continuarão a ser cobradas normalmente.

O Japão enfrentou seu verão mais quente registrado em 2022, com temperaturas 1,76 graus acima da média histórica. Entre junho e setembro do ano passado, quase 8 mil pessoas foram hospitalizadas por calor extremo, com a maioria das vítimas sendo idosos. A nova medida do governo busca incentivar o uso de métodos de resfriamento, como o ar-condicionado, para evitar novas tragédias.

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