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Cientistas revelam como envelhecemos e como salamandras regeneram membros perdidos

Avanços em pesquisas revelam como o sangue humano envelhece e como salamandras regeneram membros, abrindo novas possibilidades terapêuticas.

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Cientistas descobriram como o sangue humano envelhece e como salamandras conseguem regenerar membros perdidos, o que pode levar a novas terapias de rejuvenescimento. Um estudo analisou como as células-tronco que produzem sangue mudam com a idade, mostrando que, a partir dos 50 anos, um grupo específico de células começa a dominar, aumentando o risco de doenças. Os pesquisadores acreditam que isso pode ajudar a detectar problemas de saúde mais cedo e a desenvolver tratamentos para melhorar a produção de células sanguíneas. Outro estudo focou no axolote, um tipo de salamandra, e identificou um gene que ajuda na regeneração de membros. Os cientistas esperam que, se humanos tiverem uma memória semelhante em suas células, isso possa abrir caminho para novas técnicas de regeneração de tecidos.

Cientistas realizaram descobertas significativas sobre o envelhecimento do sangue humano e a regeneração em salamandras, que podem levar a novas terapias de rejuvenescimento. Os estudos foram publicados na revista *Nature* e revelam mudanças biológicas que afetam a saúde humana.

Pesquisadores do Centro de Regulação Genômica e do Instituto de Pesquisa em Biomedicina, em Barcelona, analisaram como as células-tronco que produzem sangue se alteram ao longo da vida. A pesquisa identificou que, a partir dos cinquenta anos, essas células começam a ser dominadas por um grupo restrito, conhecido como “clones”, que produzem células mieloides. Essas células estão associadas à inflamação crônica, aumentando a vulnerabilidade a doenças. O coautor da pesquisa, Lars Velten, destacou que essa mudança se torna evidente após os sessenta anos.

O estudo também introduziu um novo método para rastrear o desenvolvimento das células sanguíneas, o que pode ajudar na detecção precoce de doenças como leucemia mieloide aguda e problemas cardíacos. O professor Dusko Ilic, do King’s College London, ressaltou o potencial da técnica para orientar tratamentos que possam retardar ou reverter alterações prejudiciais na produção de células sanguíneas.

Descobertas sobre Salamandras

Em paralelo, um estudo sobre salamandras, realizado pelo Instituto de Biotecnologia Molecular da Academia Austríaca de Ciências, revelou como esses anfíbios conseguem regenerar membros perdidos. Os pesquisadores identificaram o gene Hand2, que direciona o crescimento de partes substitutas. A autora sênior do estudo, Elly Tanaka, afirmou que a presença desse gene em humanos sugere a possibilidade de desbloquear capacidades regenerativas semelhantes.

Mark Ferguson, biólogo especializado em cicatrização, destacou que a pesquisa mostra como os axolotes são “campeões da regeneração”. Se as células humanas possuírem “memórias” semelhantes, isso pode abrir caminho para o desenvolvimento de técnicas que criem tecidos substitutos. As descobertas em ambos os estudos refletem o crescente interesse em prolongar a vida humana e melhorar a saúde na velhice.

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