A pneumonia silenciosa, que também é chamada de pneumonia assintomática ou atípica, está preocupando médicos e pais. Essa forma da doença é menos visível nos primeiros sintomas e pode causar sérias complicações, especialmente em crianças. Ao contrário da pneumonia típica, que apresenta sintomas como febre alta e tosse intensa, a pneumonia silenciosa se desenvolve de forma discreta, com sinais aparecendo apenas em estágios avançados. Isso aumenta o risco de hospitalização. Em 2024, o Brasil viu um aumento de 5% nas internações por pneumonia e um crescimento de 12% nas mortes, com São Paulo destacando-se por registrar mais casos atípicos e sem febre. A falta de dados sobre esses casos dificulta o entendimento do problema. Especialistas apontam que o aumento da pneumonia silenciosa pode estar ligado à circulação de bactérias como Mycoplasma e Chlamydophila, que se tornaram mais comuns após a pandemia. O diagnóstico é semelhante ao da pneumonia típica, mas o tratamento pode ser diferente, já que antibióticos comuns não funcionam contra algumas bactérias que causam a pneumonia silenciosa. A prevenção envolve cuidados semelhantes aos da Covid-19, como uso de máscara e higienização das mãos. A vacina pneumocócica é recomendada para grupos vulneráveis, mas não protege contra todos os tipos de pneumonia. Se houver sintomas, é importante procurar atendimento médico.
A pneumonia silenciosa, também conhecida como pneumonia assintomática ou atípica, tem gerado preocupação em 2024, com um aumento de 5% nas internações e 12% nas mortes no Brasil. O estado de São Paulo destaca-se com um crescimento acentuado de casos, especialmente os que não apresentam febre.
Essa forma da doença é menos perceptível, com sintomas que surgem apenas em estágios avançados, aumentando o risco de hospitalização, principalmente entre crianças. Os pais devem estar atentos a sinais como dificuldade para comer, falta de disposição, chiado no peito e episódios de febre baixa. Os principais agentes causadores incluem as bactérias *Mycoplasma sp.* e *Chlamydophila sp.*, além de vírus respiratórios.
Em 2024, o Brasil registrou 701 mil internações por pneumonia, em comparação a 666,9 mil em 2023, segundo dados do DataSUS. O número de óbitos subiu de 65.846 para 73.813. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apontou que as internações aumentaram 6,7% e as mortes quase 13% entre 2023 e 2024.
Causas do Aumento
O pneumopediatra Luiz Vicente Ribeiro, do Hospital Israelita Albert Einstein, atribui o surto atual à circulação das bactérias mencionadas. Antes da pandemia de Covid-19, acreditava-se que essas bactérias tinham uma sazonalidade de dois a três anos. A interrupção das atividades escolares durante a pandemia resultou em uma redução na imunidade das crianças, tornando-as mais suscetíveis a infecções.
Com o retorno às aulas, as crianças enfrentam ambientes com maior exposição a vírus e bactérias. A tendência é que surtos de pneumonia silenciosa se tornem mais frequentes até que a população recupere a imunidade.
Diagnóstico e Prevenção
O diagnóstico da pneumonia silenciosa é semelhante ao da pneumonia típica, envolvendo avaliação clínica e exames de imagem. O tratamento varia conforme a história clínica do paciente, sendo que antibióticos comuns não são eficazes contra *Mycoplasma sp.*. A busca tardia por atendimento pode resultar em complicações graves, como insuficiência renal e pulmonar.
As medidas preventivas incluem o uso de máscara em locais lotados, higienização das mãos e vacinação. A vacina pneumocócica, que protege contra a pneumonia típica, é recomendada para grupos vulneráveis e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É fundamental que pais e responsáveis fiquem atentos aos sintomas e busquem atendimento médico quando necessário.
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