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Gripe aviária: entenda os riscos, sintomas e a segurança do consumo de ovos

Gripe aviária avança em granjas do Rio Grande do Sul; risco para humanos é baixo, mas vacina em desenvolvimento pode ser crucial.

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O Ministério da Agricultura confirmou o primeiro caso de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil, na cidade de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Desde maio de 2023, o vírus estava presente apenas em aves silvestres. Para evitar a propagação, os animais afetados foram abatidos. Um caso suspeito de infecção em um trabalhador da granja foi testado e descartado. A gripe aviária não se transmite entre humanos no Brasil, mas a Organização Mundial da Saúde registrou casos em outros países. Especialistas afirmam que o risco para a população é muito baixo, pois a transmissão ocorre raramente entre pessoas que lidam com aves infectadas. O vírus não é transmitido pelo consumo de carne ou ovos. Atualmente, não há vacinas para a gripe aviária em humanos no Brasil, mas o Ministério da Saúde está desenvolvendo uma vacina em parceria com o Instituto Butantan, com capacidade para produzir 30 milhões de doses por ano. A vacinação contra a gripe comum é recomendada para reduzir o risco de infecções simultâneas.

Na última semana, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o primeiro caso de gripe aviária em granjas comerciais no Brasil, especificamente em Montenegro, no Rio Grande do Sul. Desde a detecção do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em maio de 2023, a doença estava restrita a aves silvestres. Para conter a disseminação do vírus, foram adotadas medidas como o abatimento dos animais afetados.

Um caso humano suspeito, relacionado a um trabalhador da granja, foi analisado e posteriormente descartado após testes realizados pela Fiocruz. A gripe aviária, que afeta principalmente aves, não apresenta registros de transmissão entre humanos no Brasil. Contudo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, entre 2003 e 2022, foram registrados 939 casos humanos em 24 países, com 464 mortes.

Riscos e Medidas de Prevenção

A virologista Helena Lage, da Universidade de São Paulo (USP), destaca que a transmissão para humanos é esporádica e ocorre principalmente entre trabalhadores que lidam com aves infectadas. O risco para a população em geral é considerado muito baixo. A médica Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, explica que o vírus precisaria passar por mutações para se adaptar aos humanos, o que requer um contato mais intenso entre as espécies.

As autoridades de saúde enfatizam que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos de aves. O vírus é excretado por aves infectadas e pode contaminar humanos através de contato direto ou inalação de gotículas. Os sintomas em humanos podem incluir febre, tosse e, em casos raros, diarreia e vômito.

Vacinação e Desenvolvimento de Imunizantes

Atualmente, não há vacinas aprovadas para a gripe aviária em humanos no Brasil, mas o Ministério da Saúde anunciou uma parceria com o Instituto Butantan para desenvolver uma vacina. A capacidade produtiva prevista é de 30 milhões de doses anuais, com testes clínicos aguardando aprovação da Anvisa.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, ressalta a importância de estratégias de contenção para evitar uma possível pandemia. A vacinação contra a gripe humana é recomendada para reduzir o risco de coinfecção, uma vez que a combinação de vírus pode facilitar mutações perigosas.

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