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Pneumonia silenciosa preocupa autoridades de saúde e afeta a população

A pneumonia silenciosa preocupa especialistas com aumento de internações e mortes no Brasil. Sinais discretos dificultam diagnóstico, especialmente em crianças.

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A pneumonia silenciosa está preocupando o Brasil, com um aumento de 5% nas internações, totalizando 701 mil casos, e um crescimento de 12% nas mortes, com 73.813 óbitos em 2024. Essa forma da doença é mais difícil de identificar, especialmente em crianças, que podem ter sintomas discretos. Os sinais incluem dificuldade para comer, falta de energia, chiado no peito e febre baixa, e os principais causadores são microrganismos como Mycoplasma e Chlamydophila, além de vírus respiratórios. Em São Paulo, as internações e mortes aumentaram ainda mais, com um crescimento de 6,7% e quase 13%, respectivamente. A volta das crianças às escolas após a pandemia pode ter deixado a população mais vulnerável a essas infecções. O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica e exames de imagem, e o tratamento varia conforme o caso. A prevenção envolve o uso de máscara em locais cheios e a vacinação pneumocócica. É importante que os responsáveis fiquem atentos aos sintomas e busquem ajuda médica quando necessário.

A pneumonia silenciosa, uma forma menos perceptível da infecção pulmonar, tem gerado preocupação no Brasil. Em 2024, as internações por pneumonia aumentaram 5%, totalizando 701 mil casos, enquanto as mortes cresceram 12%, com 73.813 óbitos registrados. Essa variação é especialmente alarmante entre crianças, que podem apresentar sintomas discretos, dificultando o diagnóstico precoce.

Os sinais da pneumonia silenciosa incluem dificuldade para comer, falta de disposição, chiado no peito e febre baixa. Os principais agentes causadores são microrganismos como *Mycoplasma sp.* e *Chlamydophila sp.*, além de vírus respiratórios, incluindo o coronavírus. A pneumologista Marcela Costa Ximenes, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, destaca que essa forma de pneumonia não é uma nova doença, mas sim uma manifestação atípica da infecção.

Aumento de Casos

O estado de São Paulo registrou um crescimento acima da média nacional, com internações e óbitos por pneumonia sem febre. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo indicam que, sem distinção entre os tipos de pneumonia, as internações aumentaram 6,7% e as mortes quase 13% entre 2023 e 2024. A pneumonia atípica representa de 30% a 40% dos casos, segundo Ximenes.

O pneumopediatra Luiz Vicente Ribeiro, do Hospital Israelita Albert Einstein, aponta que a sazonalidade das infecções mudou após a pandemia. O afastamento das crianças das escolas reduziu a exposição a infecções respiratórias, resultando em uma população mais suscetível. Com a volta à rotina, os surtos de pneumonia silenciosa podem se tornar mais frequentes.

Diagnóstico e Prevenção

O diagnóstico da pneumonia silenciosa é semelhante ao da pneumonia típica, envolvendo avaliação clínica e exames de imagem. O tratamento varia conforme a história clínica do paciente, sendo que antibióticos comuns não são eficazes contra *Mycoplasma sp.*. A prevenção inclui medidas como uso de máscara em locais lotados e a vacinação pneumocócica, que é recomendada para grupos vulneráveis.

É fundamental que pais e responsáveis estejam atentos aos sinais de infecções pulmonares e busquem atendimento médico ao notar qualquer sintoma. A vigilância epidemiológica é essencial para entender a real dimensão do problema e garantir um tratamento adequado.

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