No Karachi Safari Park, Paquistão, dois elefantes africanos, Madhubala e Malika, estão recebendo um tratamento para tuberculose, uma doença que já causou a morte de outros elefantes no parque. Os veterinários estão dando 400 pílulas por dia para cada um, escondendo-as em alimentos como maçãs e bananas. Madhubala e Malika chegaram ao parque em 2009 e foram diagnosticadas após a morte de Sonia, outra elefanta, em 2024. A veterinária Buddhika Bandara, que já tratou outros elefantes, disse que o tratamento é difícil porque os animais resistem a tomar as pílulas. Os cuidadores usam máscaras para se proteger da doença, que também afeta humanos. O tratamento deve durar um ano, e o parque espera que os elefantes se recuperem.
Uma equipe de veterinários no Karachi Safari Park, Paquistão, implementou um tratamento inovador para dois elefantes africanos, Madhubala e Malika, diagnosticados com tuberculose. O tratamento consiste na administração de 400 pílulas diárias, disfarçadas em alimentos como maçãs, bananas e doces locais.
Os elefantes, que chegaram ao parque em 2009, enfrentaram a perda de Noor Jehan e Sonia, que morreram devido à mesma doença. A tuberculose é endêmica na região e, após a morte de Sonia em 2024, os testes em Madhubala e Malika confirmaram a infecção. A prefeitura do parque formou uma equipe dedicada para cuidar dos animais, ajustando a dosagem do medicamento conforme o peso dos elefantes, que chega a quatro toneladas.
Desafios do Tratamento
A veterinária Buddhika Bandara, que supervisiona o tratamento, destacou que tratar elefantes com tuberculose é desafiador. Madhubala e Malika inicialmente resistiram ao tratamento, cuspindo as pílulas amargas e demonstrando agressividade. Com o tempo, no entanto, os elefantes começaram a se adaptar ao novo regime. Bandara, que já ajudou a recuperar mais de uma dúzia de elefantes na mesma situação no Sri Lanka, observa que a doença é contagiosa e pode ser transmitida de humanos para elefantes.
Os cuidadores, conhecidos como cornacas, utilizam máscaras e uniformes ao alimentar os elefantes, a fim de se protegerem da doença, que afeta mais de 500 mil humanos anualmente. O Karachi Safari Park, frequentemente criticado por maus-tratos a animais, espera que Madhubala e Malika superem a tuberculose com o tratamento planejado para um ano.
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