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ANS cancela plano de saúde sem cobertura para emergência e internação

ANS suspende plano de saúde simplificado e cria câmara técnica para reavaliação; decisão final dependerá do STJ após saída de defensor do projeto.

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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu suspender o projeto de um plano de saúde simplificado que focava apenas em consultas e exames, sem cobrir emergências ou internações. A medida foi tomada após uma reunião da diretoria da ANS, que achou necessário fazer mais estudos sobre a proposta. Embora o plano tenha sido visto como uma chance de crescimento pelas operadoras de saúde, ele gerou preocupações entre especialistas. Para isso, a ANS criará uma câmara técnica que irá analisar os aspectos legais e técnicos do projeto. A suspensão também está relacionada a uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou que a ANS deve regular os cartões de desconto. A saída de Alexandre Fioranelli, que era um dos principais defensores do projeto, aconteceu ao mesmo tempo que a suspensão. O Ministério Público Federal já havia pedido mais estudos sobre a proposta, destacando a falta de participação do Ministério da Saúde nas discussões. Apesar de uma decisão anterior ter considerado a proposta legal, a ANS decidiu interromper o processo até que a nova câmara técnica finalize suas análises.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta sexta-feira a suspensão do projeto que visava criar um plano de saúde simplificado. Este modelo, que se concentrava em consultas eletivas e exames, não oferecia cobertura para emergências e internações. A decisão foi tomada em uma reunião da diretoria colegiada da ANS, que considerou necessário um aprofundamento técnico sobre a proposta.

A proposta, lançada em fevereiro, foi vista por operadoras como uma oportunidade de expansão do setor. Contudo, gerou preocupações entre especialistas e servidores da ANS. A nova câmara técnica será responsável por analisar aspectos técnicos, jurídicos e regulatórios do projeto, buscando um entendimento que guiará a decisão final da agência.

A suspensão do projeto também está ligada a uma recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou que a ANS deve regular os cartões de desconto e benefícios. O crescimento desses serviços, frequentemente oferecidos por clínicas populares, foi um dos argumentos utilizados pela ANS para justificar a criação do plano simplificado. Alexandre Fioranelli, diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, destacou que a medida visa preservar a integridade dos atos administrativos e garantir a legalidade das decisões da agência.

A saída de Fioranelli, um dos principais defensores do projeto, coincide com a suspensão. O Ministério Público Federal (MPF) já havia solicitado novos estudos sobre a proposta, apontando a falta de participação do Ministério da Saúde nas discussões. Apesar de uma decisão judicial anterior ter reconhecido a legalidade da proposta, a ANS optou por interromper a tramitação até que a câmara técnica conclua seus trabalhos.

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