Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Brasil tem 2,4 milhões de autistas que enfrentam desafios educacionais após 14 anos

Censo do IBGE revela 2,4 milhões de brasileiros com autismo, destacando desigualdades na escolaridade e inclusão. Dados urgem por políticas públicas.

0:00
Carregando...
0:00

O Censo Demográfico do IBGE trouxe, pela primeira vez, dados sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil, revelando que 2,4 milhões de brasileiros têm esse diagnóstico, o que representa 1,2% da população. A maioria dos diagnosticados são homens, com 1,4 milhão, enquanto as mulheres somam 1 milhão. A faixa etária mais afetada é de 5 a 9 anos, com 264 mil meninos e 86 mil meninas. A predominância masculina se mantém até os 44 anos, mas nas faixas de 50 a 54 e 60 a 69 anos, as mulheres têm ligeira vantagem. Em termos de localização, São Paulo é o estado com mais diagnósticos, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Proporcionalmente, Acre e Amapá têm as maiores taxas de autismo. Quanto à etnia, a maior prevalência é entre pessoas brancas, com 1,3%, enquanto pardos e pretos têm 1,1% e indígenas, 0,9%. O Censo também mostrou que 70,4% dos meninos e 54,6% das meninas com TEA frequentam a escola entre 6 e 14 anos, indicando diagnósticos mais precoces. No entanto, a presença de estudantes autistas diminui nas idades seguintes. Entre mulheres com 25 anos ou mais, 22,2% estão estudando, um número maior que a média geral. Além disso, 46,1% dos adultos com TEA têm ensino fundamental incompleto ou não têm instrução, e apenas 15,7% concluíram o ensino superior, o que é menor que a média da população. Esses dados mostram a necessidade de mais apoio e inclusão para pessoas com autismo.

Pela primeira vez, o Censo Demográfico do IBGE revelou dados sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Cerca de 2,4 milhões de brasileiros foram diagnosticados com autismo, representando 1,2% da população. A maior parte dos diagnosticados é composta por homens, totalizando 1,4 milhão, enquanto as mulheres somam 1 milhão.

A faixa etária com maior prevalência é a de 5 a 9 anos, onde 264 mil meninos e 86 mil meninas foram identificados. A predominância masculina se mantém em todas as faixas etárias até os 44 anos. Nos grupos de 50 a 54 e 60 a 69 anos, as mulheres apresentam percentuais ligeiramente superiores aos homens, com uma diferença de 0,1 ponto percentual.

Distribuição Geográfica e Étnica

Os dados também mostram a distribuição geográfica dos diagnósticos. São Paulo lidera com 548 mil pessoas diagnosticadas, seguido por Minas Gerais (229 mil), Rio de Janeiro (215 mil) e Bahia (145 mil). Proporcionalmente, os estados do Acre (1,6%) e Amapá (1,5%) têm as maiores taxas de autismo.

Em relação à etnia, a maior prevalência de diagnósticos foi entre pessoas que se declararam brancas (1,3%), totalizando 1,1 milhão. Entre os pardos e pretos, a taxa é de 1,1% para ambos, enquanto a menor prevalência foi entre os indígenas, com 0,9%.

Escolaridade e Inclusão

O Censo também abordou a escolaridade das pessoas com TEA. Em 2022, 70,4% dos meninos e 54,6% das meninas com diagnóstico frequentavam a escola na faixa etária de 6 a 14 anos. Este dado sugere que o diagnóstico está sendo feito de forma mais precoce, permitindo a inclusão dessas crianças na educação básica.

Entretanto, a presença de estudantes autistas diminui nas faixas etárias seguintes, o que pode indicar dificuldades na permanência escolar. Entre as mulheres com 25 anos ou mais, 22,2% estavam estudando, um percentual superior ao das mulheres em geral, que era de 19,8%.

O levantamento destaca que 46,1% dos adultos com TEA têm ensino fundamental incompleto ou são sem instrução. Em contraste, apenas 15,7% dos autistas concluíram o ensino superior, comparado a 18,4% da população geral. Esses dados ressaltam a necessidade de políticas públicas que garantam apoio e inclusão para essa população.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais