O Censo Demográfico de 2022 mostrou que 14,4 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, o que representa 7,3% da população com dois anos ou mais, que soma 198,3 milhões. Os dados, divulgados pelo IBGE, indicam que a maior parte das pessoas com deficiência está no Nordeste, onde 8,6% da população apresenta esse problema. A dificuldade de enxergar é a mais comum, afetando 7,9 milhões de pessoas. O número de mulheres com deficiência é maior que o de homens, com 8,3 milhões e 6,1 milhões, respectivamente. O IBGE ressalta que os dados de 2022 não podem ser comparados aos de 2010 devido a mudanças nas perguntas e métodos de coleta. No Nordeste, estados como Alagoas e Piauí têm altas taxas de deficiência, enquanto Roraima e Mato Grosso têm as menores. A analista Luciana Alves dos Santos sugere que a alta incidência no Nordeste pode estar ligada a problemas socioeconômicos e à falta de acesso a cuidados de saúde. Além disso, a pesquisa mostra que a deficiência aumenta com a idade, afetando apenas 2,2% das crianças de 2 a 14 anos, mas 27,5% dos idosos com 70 anos ou mais. Luciana Trindade, consultora de inclusão, destaca a necessidade de políticas públicas para melhorar a acessibilidade. O Censo também revelou que 16% dos lares brasileiros têm pelo menos um morador com deficiência e 2% da população enfrenta mais de uma dificuldade funcional.
O Censo Demográfico de 2022 revelou que 14,4 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência, representando 7,3% da população com dois anos ou mais, que totaliza 198,3 milhões. Os dados foram divulgados pelo IBGE em 23 de setembro e mostram que a maior incidência ocorre no Nordeste, onde 8,6% da população apresenta deficiências.
Entre as deficiências, a dificuldade de enxergar é a mais comum, afetando 7,9 milhões de pessoas. O número de mulheres com deficiência (8,3 milhões) supera o de homens (6,1 milhões). O IBGE destaca que os dados de 2022 não são comparáveis aos de 2010 devido a mudanças nos questionários e metodologias, seguindo recomendações do Grupo de Washington.
Diferenças Regionais
O Nordeste se destaca com percentuais elevados, como em Alagoas (9,6%) e Piauí (9,3%). Por outro lado, Roraima (5,6%) e Mato Grosso (5,7%) apresentaram os menores índices. O município de Malhada dos Bois, em Sergipe, tem a maior proporção, com 18,1% da população com deficiência. Já Tigrinhos, em Santa Catarina, registrou apenas 1,2%.
A analista do IBGE, Luciana Alves dos Santos, aponta que a maior incidência no Nordeste pode estar relacionada a gargalos socioeconômicos. A falta de acesso a tratamentos de saúde pode agravar condições que levam a deficiências.
Impacto da Idade
Os dados também mostram uma relação clara entre envelhecimento e deficiência. Apenas 2,2% da população de 2 a 14 anos apresenta alguma limitação, enquanto esse número sobe para 27,5% entre os idosos de 70 anos ou mais. Luciana Trindade, consultora de inclusão, ressalta a necessidade de políticas públicas focadas em acessibilidade, uma demanda ainda não atendida adequadamente.
Além disso, 16% dos domicílios brasileiros têm pelo menos um morador com deficiência. O Censo identificou que 2% da população de dois anos ou mais enfrenta duas ou mais dificuldades funcionais. Esses dados ressaltam a importância de um olhar atento e ações efetivas para a inclusão e acessibilidade no Brasil.
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