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Crianças aprendem a impor limites e consentimento em saudações após a pandemia

Mudanças nas normas de saudação e afeto, impulsionadas pela pandemia, destacam a importância do consentimento nas interações infantis.

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As formas de saudação e demonstração de afeto variam muito entre culturas. Por exemplo, na Espanha, é comum cumprimentar com um aperto de mão ou dois beijos, enquanto na China, o cumprimento é feito com um aperto de mão e uma reverência. Em Marruecos, o cumprimento pode ser mais formal ou incluir três beijos, dependendo da relação. Essas práticas são aprendidas desde a infância, observando os adultos. No entanto, a pandemia mudou essas normas, fazendo com que muitas crianças crescessem sem o contato físico habitual, como abraços e beijos, e adotassem saudações apenas verbais. Isso também trouxe à tona a importância do consentimento nas interações físicas, onde as crianças agora decidem se querem ou não oferecer afeto a adultos ou colegas. Especialistas, como a pediatra Mar López, destacam que é fundamental ensinar as crianças a estabelecer limites desde cedo, para que aprendam a respeitar seus próprios corpos e os dos outros. Um estudo de 2024 revelou que a maioria dos abusos contra crianças ocorre no ambiente familiar, mostrando que a confiança não é garantia de segurança.

A pandemia alterou as normas de saudação e afeto entre crianças, que agora adotam saudações verbais e aprendem sobre consentimento em interações físicas. Especialistas destacam que essas mudanças são reflexo de um novo contexto social.

As tradições de saudação variam entre culturas. Em países como Espanha, é comum cumprimentar com apertos de mão ou beijos, enquanto na China, a reverência é parte do cumprimento. Em Marruecos, a saudação pode ser formal ou mais afetuosa, dependendo da relação. Essas práticas são aprendidas por imitação e repetição no ambiente familiar.

A pandemia trouxe mudanças significativas, pois muitos crianças cresceram em um contexto onde o contato físico era restrito. Durante esse período, visitas a hospitais foram limitadas, e mães deram à luz sozinhas, sem a presença de familiares. Assim, as crianças passaram a valorizar saudações verbais e a reservar o contato físico apenas para pessoas próximas, com quem se sentem confortáveis.

A pediatra Mar López enfatiza a importância de ensinar as crianças sobre limites e consentimento desde cedo. Em seu livro “El monstruo de los abrazos”, ela aborda a necessidade de respeitar a autonomia dos menores. Estudos indicam que entre 70% e 85% dos abusos a crianças ocorrem no ambiente familiar, o que reforça a necessidade de educar sobre consentimento.

Os pediatras têm discutido com as crianças a importância de estabelecer limites em relação ao contato físico. Essa abordagem visa garantir que os menores compreendam que seu corpo é deles e que têm o direito de decidir sobre as interações físicas.

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