Sarah Hills, de 22 anos, começou a usar o Oura Ring, um dispositivo que monitora dados de saúde, mas logo se sentiu ansiosa com as informações que recebia. Ela checava suas estatísticas com frequência e, quando notou que suas pontuações não estavam boas, ficou preocupada e até comprou um medidor de pressão arterial. Um médico a tranquilizou, mas sugeriu que ela parasse de usar o anel. Outros usuários, como Eli Rallo e Hannah Muehl, também relataram que o uso do dispositivo aumentou sua ansiedade, tornando difícil relaxar e descansar. Eli, que tem transtorno obsessivo-compulsivo, sentiu que sua condição piorou com o anel. Hannah, que comprou o dispositivo após ter um filho, achou que ele tornava o descanso mais difícil. Abi Caswell, que usou o anel para monitorar a temperatura, também se sentiu estressada ao ver seus dados. Especialistas alertam que a tecnologia vestível pode causar ansiedade e que as pessoas devem ter cuidado ao comparar seus dados com os de outros. Algumas pessoas, como Nikki Gooding, acreditam que o anel pode ajudar a detectar problemas de saúde, mas outros, como Hannah e Abi, decidiram parar de usá-lo. A professora Jacqueline Wernimont observa que a dependência de dados pode fazer as pessoas esquecerem como entender seu próprio corpo.
Dispositivos vestíveis, como o Oura Ring, têm se tornado populares para monitorar dados de saúde, mas usuários relatam aumento da ansiedade e estresse devido à obsessão por esses dados. Muitos estão abandonando os dispositivos ou tentando equilibrar seu uso.
Sarah Hills, de 22 anos, começou a usar o Oura Ring após ganhar de presente. Ela se preocupou com a saúde do coração ao notar pontuações baixas, que indicam seu estado de preparo para o dia. A jovem passou a verificar compulsivamente suas estatísticas, o que a levou a consultar um médico e, posteriormente, a considerar parar de usar o anel.
A busca por autoconhecimento através de dados biométricos pode gerar ansiedade. Usuários como Eli Rallo, de 26 anos, relataram que a constante verificação de dados de saúde exacerbava suas preocupações. Médicos têm alertado que essas informações podem não ser necessárias para pessoas saudáveis.
Hannah Muehl, nutricionista, afirmou que o Oura Ring dificultou seu descanso, transformando ações naturais em metas. Ela e outros usuários sentem que a pressão para atender às expectativas do dispositivo aumenta o estresse. Abi Caswell, proprietária de uma padaria, também se sentiu sobrecarregada pelos lembretes constantes do anel.
A tecnologia vestível, embora promova a coleta de dados sobre a saúde, pode desencadear efeitos psicológicos negativos. Deborah Lupton, socióloga, observa que as pessoas buscam controle sobre suas vidas, mas isso pode resultar em ansiedade. Jacqueline Wernimont, especialista em quantificação, destaca que a dependência de dispositivos pode retirar a autonomia do indivíduo.
Shyamal Patel, vice-presidente da Oura, reconhece que o excesso de dados pode ser estressante. Ele sugere que os usuários decidam como usar a tecnologia para que ela os beneficie. Enquanto alguns abandonam o Oura Ring, outros continuam a usá-lo com moderação, buscando um equilíbrio entre dados e bem-estar.
Entre na conversa da comunidade