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Estudo revela que agonistas de GLP-1 podem reduzir risco de câncer em obesos

Estudo revela que agonistas de GLP-1 reduzem em 7% o risco de câncer relacionado à obesidade, especialmente tumores intestinais.

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Um novo estudo mostrou que pessoas que usam medicamentos chamados agonistas de GLP-1, que são usados para diabetes e perda de peso, têm um risco 7% menor de desenvolver câncer relacionado à obesidade. O estudo, que analisou dados de mais de 170 mil pacientes, destacou que esses medicamentos podem ajudar a prevenir tipos de câncer, especialmente os do intestino. Os pesquisadores observaram que, entre os usuários de agonistas de GLP-1, houve uma redução de 8% na mortalidade geral em comparação com aqueles que tomaram outro tipo de medicamento para diabetes. Embora os resultados sejam promissores, os cientistas ressaltam que mais pesquisas são necessárias para entender melhor essa relação e confirmar se realmente há um efeito preventivo.

Um novo estudo revelou que usuários de agonistas de GLP-1, medicamentos utilizados para diabetes e controle de peso, apresentam um risco 7% menor de desenvolver câncer relacionado à obesidade. A pesquisa, divulgada pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), será apresentada na reunião anual da entidade em Chicago.

O estudo, liderado por Lucas A. Mavromatis, da Escola Grossman de Medicina da Universidade de Nova York, analisou dados de 170.030 pacientes com diabetes e obesidade. Os resultados indicam que os medicamentos, como Ozempic e Wegovy, podem ter um efeito preventivo, especialmente contra tumores intestinais, com reduções de 16% e 28% nos casos de câncer de cólon e reto, respectivamente.

Os pesquisadores observaram que, entre os pacientes tratados com agonistas de GLP-1, houve uma diminuição de 8% na taxa de mortalidade por todas as causas em comparação aos que usaram inibidores de DPP-4, um outro tipo de medicamento para diabetes. Apesar dos dados promissores, Mavromatis ressalta que mais estudos são necessários para confirmar a causalidade.

Análise e Implicações

O estudo é observacional e não pode estabelecer uma relação de causa e efeito. No entanto, os dados são considerados encorajadores. Robin Zon, presidente da Asco, destacou a importância de entender o papel clínico dos agonistas de GLP-1 na prevenção do câncer, dada a crescente ligação entre obesidade e câncer.

Os pesquisadores planejam acompanhar os pacientes por um período mais longo e investigar o impacto dos agonistas de GLP-1 em indivíduos sem diabetes. O interesse por essa área de pesquisa tem crescido, com estudos anteriores indicando uma redução em vários tipos de câncer entre pacientes tratados com esses medicamentos.

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