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Jonathan Haidt alerta sobre os riscos do uso excessivo de telas na infância e adolescência

Uso excessivo de smartphones gera "epidemia silenciosa" entre jovens, alerta Jonathan Haidt em congresso sobre saúde mental e tecnologia.

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Jonathan Haidt, um psicólogo social, falou no 6º Congresso Socioemocional LIV sobre os problemas que os smartphones causam na infância e adolescência. Ele descreveu uma “epidemia silenciosa” relacionada ao uso excessivo de telas, que está afetando a saúde mental dos jovens. Haidt sugeriu que os pais adiem o acesso a celulares, preferindo que as crianças tenham mais liberdade e interajam pessoalmente. Ele destacou que, desde a popularização dos smartphones, aumentaram os casos de ansiedade, depressão e até suicídio entre adolescentes. Para ajudar a mudar esse cenário, ele propôs quatro ações, como limitar o uso de celulares nas escolas e incentivar atividades sem supervisão. Haidt elogiou iniciativas brasileiras que restringem o uso de dispositivos nas escolas e ressaltou que as mudanças necessárias não têm custo financeiro, mas podem melhorar a criação das crianças.

Jonathan Haidt, psicólogo social e autor de “A Geração Ansiosa”, alertou sobre uma “epidemia silenciosa” causada pelo uso excessivo de smartphones durante o 6º Congresso Socioemocional LIV, realizado no Vivo Rio, no dia 21 de maio. O evento, que reuniu quase duas mil pessoas, abordou o impacto da tecnologia na infância e adolescência.

Haidt destacou que o aumento do uso de celulares está diretamente relacionado à queda do tempo que jovens passam com amigos. Ele afirmou que jovens de 15 a 24 anos têm experimentado uma redução significativa nas interações sociais em comparação com gerações anteriores. O especialista criticou a diminuição da autonomia das crianças, que, segundo ele, eram mais livres para explorar o mundo antes da popularização dos smartphones.

O psicólogo também apresentou dados alarmantes sobre a saúde mental dos jovens. Desde a popularização dos smartphones, os índices de ansiedade, depressão e automutilação entre adolescentes aumentaram globalmente. No Brasil, as internações psiquiátricas de jovens cresceram rapidamente a partir de 2015, refletindo uma crise que se intensificou com a pandemia.

Propostas de Solução

Para reverter esse cenário, Haidt sugeriu adiar o acesso a celulares, idealmente até os dezoito anos, e promover atividades sem supervisão. Ele elogiou iniciativas brasileiras que restringem o uso de dispositivos nas escolas, afirmando que “nas escolas sem celular, as crianças voltaram a rir e conversar.” O especialista também enfatizou a importância da exposição gradual ao mundo real para combater a ansiedade.

Haidt concluiu sua palestra com uma mensagem de otimismo, afirmando que as mudanças necessárias para reduzir o impacto das telas não exigem investimento financeiro. Ele destacou que mães estão liderando uma revolução na forma como as crianças são criadas, buscando ambientes mais saudáveis e interativos. O Congresso Socioemocional LIV, promovido pelo Programa LIV, é um dos maiores eventos da América Latina voltados à educação socioemocional, focando no desenvolvimento de competências emocionais em crianças e adolescentes.

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