Um novo estudo nos Estados Unidos mostra que os medicamentos chamados agonistas de GLP-1, como Mounjaro e Ozempic, podem ajudar a prevenir 14 tipos de câncer relacionados à obesidade, diminuindo o risco em 7% e a mortalidade em 20%, especialmente entre mulheres. A pesquisa analisou dados de mais de 170.000 pacientes obesos com diabetes, com idade média de 57 anos, ao longo de dez anos. Os resultados indicam que quem usou agonistas de GLP-1 teve um risco 7% menor de desenvolver câncer, com quedas significativas nos cânceres de reto e cólon. Além disso, esses pacientes tiveram 8% menos chance de morrer durante o estudo, com os benefícios sendo mais evidentes entre as mulheres. O especialista Lucas Mavromatis, que liderou o estudo, afirmou que, apesar da obesidade ser uma causa crescente de câncer, nenhum medicamento havia mostrado antes a capacidade de reduzir esse risco. Ele ressaltou que os dados são encorajadores, mas mais pesquisas são necessárias. As descobertas serão apresentadas na conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago.
Os agonistas de GLP-1, como Mounjaro e Ozempic, vão além do controle do diabetes e da perda de peso. Um novo estudo realizado nos Estados Unidos sugere que esses medicamentos podem prevenir 14 tipos de câncer relacionados à obesidade, reduzindo o risco em 7% e a mortalidade em 20%, especialmente entre mulheres.
A pesquisa analisou dados de mais de 170.000 pacientes obesos com diabetes, com idade média de 57 anos. Durante um acompanhamento de dez anos, os pesquisadores compararam o risco de câncer entre aqueles que usaram agonistas de GLP-1 e os que tomaram inibidores de DDP-4, outro medicamento para diabetes. Os resultados mostraram que os pacientes tratados com GLP-1 apresentaram um risco 7% menor de desenvolver câncer relacionado à obesidade, com reduções significativas nos cânceres de reto (28%) e cólon (16%).
Benefícios Adicionais
Além da prevenção do câncer, os pacientes que usaram agonistas de GLP-1 tiveram 8% menos probabilidade de morrer durante o período de estudo. Os benefícios foram mais pronunciados entre as mulheres. A pesquisa revelou que, em comparação com os que tomaram DDP-4, o grupo que utilizou GLP-1 teve um risco 8% menor de câncer relacionado à obesidade e 20% menor de mortalidade por todas as causas.
Lucas Mavromatis, especialista em obesidade da NYU Grossman School of Medicine e principal autor do estudo, destacou que, embora a obesidade seja uma causa crescente de câncer, nenhum medicamento havia demonstrado anteriormente a capacidade de reduzir esse risco. Ele ressaltou que os dados obtidos são tranquilizadores, mas mais pesquisas são necessárias para estabelecer uma relação causal.
As descobertas do estudo serão apresentadas na próxima semana na conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago.
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