Um novo estudo mostrou que o uso de medicamentos chamados agonistas de GLP-1, que ajudam no controle do diabetes e na perda de peso, pode reduzir em 7% o risco de desenvolver câncer relacionado à obesidade. A pesquisa, liderada por Lucas A. Mavromatis da Universidade de Nova York, analisou dados de mais de 170 mil pacientes com diabetes e obesidade. Metade dos participantes usou agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, enquanto a outra metade recebeu um tratamento diferente que não ajuda na perda de peso. Após quatro anos, os que usaram agonistas de GLP-1 tiveram 170 casos a menos de câncer. Os resultados mostraram uma redução de 16% nos casos de câncer de cólon e 28% no câncer retal. Apesar de promissores, os pesquisadores alertam que o estudo não prova que os medicamentos causam essa redução no risco. Além disso, entre as mulheres, o uso de agonistas de GLP-1 também diminuiu o risco de câncer em 8% e a mortalidade por todas as causas em 20%. Os pesquisadores pretendem continuar acompanhando os pacientes e estudar o efeito desses medicamentos em pessoas sem diabetes.
Um novo estudo revelou que o uso de agonistas de GLP-1, medicamentos amplamente utilizados para diabetes e controle de peso, está associado a uma redução de 7% no risco de desenvolver câncer relacionado à obesidade. A pesquisa, liderada por Lucas A. Mavromatis da Escola Grossman de Medicina da Universidade de Nova York, foi divulgada pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) e será discutida em sua reunião anual em Chicago.
O estudo analisou dados de 170.030 pacientes com diabetes e obesidade em 43 sistemas de saúde dos Estados Unidos, com uma média de idade de 56,8 anos e IMC de 38 kg/m². Aproximadamente metade dos participantes iniciou tratamento com agonistas de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, enquanto o restante recebeu inibidores de DPP-4, que não promovem perda de peso. Após cerca de quatro anos de acompanhamento, os usuários de agonistas de GLP-1 apresentaram 170 casos a menos de câncer.
Resultados e Implicações
Os resultados indicam que os agonistas de GLP-1 podem ter um efeito preventivo, especialmente contra tumores intestinais, com reduções de 16% nos casos de câncer de cólon e 28% no câncer retal. Mavromatis destacou que, apesar da relação entre obesidade e câncer, nenhum medicamento havia demonstrado anteriormente a capacidade de reduzir esse risco.
Embora os dados sejam promissores, Mavromatis ressalta que o estudo é observacional e não pode confirmar causalidade. A pesquisa também revelou que, entre as mulheres, o risco de câncer caiu 8% e a mortalidade por todas as causas diminuiu 20% entre as que usaram agonistas de GLP-1.
Próximos Passos
Os pesquisadores planejam acompanhar os pacientes por um período mais longo e investigar o impacto dos agonistas de GLP-1 em indivíduos sem diabetes. O interesse na relação entre esses medicamentos e a redução do risco de câncer está crescendo, com estudos anteriores já indicando benefícios semelhantes. A pesquisa atual sugere que os mecanismos de proteção podem ir além da simples perda de peso, envolvendo fatores metabólicos complexos.
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