Muitas pessoas sentem que nunca são boas o suficiente, mesmo após se esforçarem muito. Isso acontece porque elas seguem uma “equação emocional” que diz que só são dignas se forem perfeitas. Essa pressão pode causar ansiedade e baixa autoestima. O perfeccionismo não é uma busca por excelência, mas uma forma de evitar emoções difíceis. A autora sugere que as pessoas identifiquem suas próprias equações e testem novas formas de pensar, como aceitar que 80% de esforço pode ser mais saudável do que buscar 100% e se esgotar. Aceitar que não é preciso ser perfeito para ser digno é um passo importante para viver com mais coragem e menos pressão.
A pressão do perfeccionismo tem se tornado um tema recorrente na saúde mental, afetando a autoestima de muitas pessoas. A autora Luana Marques destaca que muitos se sentem insuficientes, mesmo após esforços significativos. Essa sensação é frequentemente resultado de uma “equação emocional” que diz que 100% = Eu sou suficiente, enquanto qualquer desempenho abaixo disso é visto como fracasso.
Marques explica que o perfeccionismo não é uma busca por excelência, mas sim uma forma de evitação emocional disfarçada de produtividade. Ela relata casos de profissionais de diversas áreas, como CEOs e médicos, que enfrentam essa pressão. Um exemplo é de uma líder que, após receber um feedback neutro, ficou paralisada, revendo a mensagem repetidamente. O medo de não ser perfeita a levou a um ciclo de ansiedade e procrastinação.
Nova Abordagem
Para quebrar esse ciclo, a autora sugere que as pessoas identifiquem suas próprias equações emocionais. “O que mudaria se eu entregasse 80% aqui, com intenção?” é uma pergunta que pode ajudar a repensar a autocobrança. Marques enfatiza que viver com ousadia não significa acertar sempre, mas sim aceitar que não é necessário ser perfeito para ser digno.
Ela ressalta que, ao se libertar dessa pressão, é possível encontrar um equilíbrio mais saudável entre produtividade e bem-estar. A mudança de perspectiva pode levar a uma vida mais plena, onde a busca pela perfeição não ofusca o valor intrínseco de cada indivíduo.
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