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Drogas K se espalham da cracolândia para a Zona Leste de SP, agravando crise

Drogas K, canabinoides sintéticos, voltam a preocupar São Paulo com aumento de internações e novos pontos de venda, mesmo após proibição do PCC.

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As drogas K, que são canabinoides sintéticos, se tornaram um problema em São Paulo em 2023, após o PCC proibir sua venda nas ruas. Mesmo com essa proibição, o consumo continua, especialmente na Zona Leste, onde as internações aumentaram muito. Essas drogas, que vêm em pacotinhos pequenos, são muito potentes e fáceis de encontrar. O tráfico começou em presídios em 2019, e a pandemia fez o uso crescer. Em 2022, foram apreendidos 50 quilos dessas drogas, mas em 2023 esse número subiu para 157 quilos. Novos locais de venda surgiram, e as internações na Zona Leste saltaram de 99 em 2022 para 1.098 em 2023. O PCC controlava o tráfico, que movimentava cerca de R$ 1,5 milhão por mês. A substância mais comum, chamada K4, é muito forte e pode causar comportamentos extremos nos usuários. A identificação de intoxicações é difícil por causa da variedade de compostos. As autoridades estão preocupadas e a prefeitura de São Paulo criou uma rede de atendimento para ajudar os usuários. Dados mostram que 27% dos pacientes atendidos em janeiro de 2025 relataram uso de canabinoides sintéticos, o que mostra que a situação é grave e precisa de atenção.

As drogas K, canabinoides sintéticos, voltaram a ser um problema crescente em São Paulo em 2023, após o Primeiro Comando da Capital (PCC) vetar sua venda nas ruas. O consumo, no entanto, persiste, especialmente na Zona Leste, onde as internações aumentaram drasticamente.

Essas substâncias, vendidas em pacotinhos de menos de 1 grama, são conhecidas por seus efeitos potentes e acessibilidade. Desde sua introdução em presídios em 2019, o PCC controlava o tráfico, mas a pandemia ampliou o acesso e o consumo. Em 2022, foram apreendidos 50 quilos das drogas, número que saltou para 157 quilos em 2023. Apesar da proibição, novos pontos de venda surgiram, e as internações na Zona Leste aumentaram de 99 casos em 2022 para 1.098 em 2023.

A Evolução do Tráfico

O tráfico de drogas K começou em presídios, onde o PCC movimentava cerca de R$ 1,5 milhão por mês. A substância mais popular, chamada K4, era borrifada em papel e dividida em milhares de pedaços. Com a proibição, a venda se deslocou para novas áreas, mas a saúde pública continua em alerta. A Polícia Federal encontrou um laboratório em Mogi das Cruzes, evidenciando a complexidade do tráfico.

Os efeitos devastadores das drogas K são preocupantes. Médicos relatam comportamentos extremos entre usuários, que podem ser comparados a “zumbis”. A substância é cem vezes mais potente que a maconha, e a identificação de intoxicações é desafiadora devido à variedade de compostos.

Resposta das Autoridades

A prefeitura de São Paulo implementou uma rede de atenção psicossocial, ampliando unidades de atendimento. Dados do Hub de Cuidados de Crack e Outras Drogas indicam que 27% dos pacientes atendidos em janeiro de 2025 relataram uso de canabinoides sintéticos. A situação é alarmante, e as autoridades continuam a monitorar o fenômeno, que se revela dinâmico e em constante evolução.

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