As drogas K, que são canabinoides sintéticos, começaram a ser vendidas em São Paulo em 2019, principalmente em presídios, e se tornaram populares durante a pandemia. Em 2023, o PCC proibiu a venda dessas drogas nas ruas, mas o consumo aumentou, especialmente na Zona Leste da cidade, onde as internações por uso dessas substâncias dispararam. Apesar da queda nas apreensões, as internações saltaram de 99 em 2022 para 1.098 em 2023, com 40% dos casos na Zona Leste. As drogas K são vendidas em pacotes pequenos e têm efeitos muito fortes, fazendo com que usuários apresentem comportamentos extremos. Embora o PCC tenha vetado a venda, a droga ainda é encontrada em algumas áreas, e a polícia continua a apreender quantidades significativas. A substância é feita por pequenos produtores e pode ser muito mais potente que a maconha, com riscos de overdose. Médicos alertam que o uso pode levar a comportamentos violentos e desconexão da realidade.
Os canabinoides sintéticos, conhecidos como drogas K, estão gerando preocupações crescentes em São Paulo. Desde 2019, quando surgiram em presídios sob controle do Primeiro Comando da Capital (PCC), essas substâncias se tornaram populares, especialmente durante a pandemia. Em 2023, o PCC vetou a venda das drogas K nas ruas, mas o consumo aumentou, principalmente na Zona Leste da cidade.
O uso das drogas K, que são vendidas em pacotinhos pequenos e a baixo custo, resultou em um aumento alarmante das internações. Em 2022, foram registrados noventa e nove casos, número que saltou para mil e noventa e oito em 2023. Desses, quarenta por cento ocorreram na Zona Leste, onde usuários são frequentemente vistos nas proximidades de terminais de ônibus e metrôs.
Mudanças no Tráfico
As drogas K, que começaram a ser comercializadas em presídios, se tornaram uma alternativa lucrativa para o tráfico durante a pandemia. O PCC movimentou R$ 1,5 milhão por mês entre 2019 e 2020 com essas substâncias. A primeira variante popular foi a K4, que era borrifada em papel e dividida em mil e duzentos pedaços. Apesar das apreensões terem diminuído de 157 quilos em 2023 para apenas 22 quilos em 2024, o consumo persiste.
A proibição do PCC nas ruas levou a uma mudança no cenário do consumo. A substância desapareceu da cracolândia, mas se intensificou em áreas da Zona Leste. A Polícia Federal localizou um laboratório em Mogi das Cruzes, evidenciando a dinâmica do mercado, que envolve pequenos produtores e substâncias com receitas variadas.
Impactos na Saúde
Os canabinoides sintéticos são considerados até cem vezes mais potentes que a maconha. Cientistas alertam sobre os riscos associados ao seu uso, incluindo convulsões e overdoses. A dificuldade em identificar intoxicações no sistema de saúde é um desafio, já que os testes são mais complexos e caros. Profissionais de saúde relatam comportamentos preocupantes entre usuários, que frequentemente retornam ao uso logo após a internação.
A prefeitura de São Paulo está ampliando a rede de atenção psicossocial, com vinte novas unidades nos últimos anos, para lidar com o aumento das internações. Dados indicam que, em janeiro de 2025, 27% dos pacientes atendidos relataram ter experimentado canabinoides sintéticos. O cenário continua a exigir atenção das autoridades e da sociedade.
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