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Pesquisadores da UFPE utilizam insetos para determinar data de morte em investigações criminais

Pesquisadores da UFPE revelam que larvas de moscas podem ajudar a determinar a data da morte e até indicar envenenamento em investigações.

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Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão estudando como insetos que aparecem em corpos em decomposição podem ajudar em investigações criminais. Eles analisam o crescimento de larvas para descobrir a data da morte. Esse método é eficaz, especialmente em corpos muito deteriorados. As moscas chegam rapidamente ao local da morte e, além de ajudar a determinar o tempo de falecimento, as larvas também podem indicar se a vítima foi envenenada. Mesmo que a substância tóxica não esteja mais no corpo, ela pode ser encontrada nos insetos que se alimentaram dele. Esse campo de estudo é chamado de entomotoxicologia. Nos últimos 15 anos, os pesquisadores examinaram mais de 400 corpos em Pernambuco e Paraíba para identificar as moscas que se alimentam de cadáveres na região. A nova geração de peritos está interessada em colaborar com esses estudos, o que pode fortalecer parcerias no futuro.

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão investigando o uso de insetos que colonizam corpos em decomposição como provas periciais. O estudo se concentra na análise do desenvolvimento de larvas para determinar a data da morte. Essa técnica pode ser especialmente eficaz em casos de corpos em avançado estado de decomposição.

A pesquisa, realizada no Laboratório de Zoologia da UFPE, analisa como as moscas identificam e se reproduzem em cadáveres. Através do tempo de desenvolvimento das larvas, é possível estimar a data da morte. Por exemplo, se uma larva leva oito dias para se tornar adulta e a espécie em questão completa o ciclo em quinze dias, a perícia pode concluir que a morte ocorreu cerca de uma semana antes da coleta.

Além de ajudar a determinar o tempo de morte, as larvas também podem indicar se a vítima foi envenenada. Mesmo na ausência de substâncias tóxicas no corpo, essas substâncias podem ser detectadas nos insetos que se alimentaram do cadáver. A entomotoxicologia é a área que estuda como esses compostos se acumulam nos insetos. Segundo Franciele Barros, mestranda em biologia animal da UFPE, em algumas condições, as larvas podem ser uma fonte confiável de informações sobre envenenamento.

Nos últimos quinze anos, os pesquisadores analisaram mais de quatrocentos corpos nos Institutos Médicos Legais de Pernambuco e da Paraíba. O objetivo foi identificar as principais espécies de insetos que se alimentam de cadáveres na região. Simão Vasconcelos, pesquisador da UFPE, destacou que a nova geração de peritos criminais está aberta à cooperação, prevendo parcerias mais sólidas no futuro.

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