Em maio de 2024, Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul, sofreu uma enchente que causou muitos danos às casas e à saúde mental dos moradores. Um ano depois, 52% das vítimas estão com sintomas de depressão e 42% com transtorno de estresse pós-traumático. Suzana Martins de Souza, uma técnica em enfermagem de 43 anos, perdeu muitos bens e desenvolveu síndrome do pânico após a tragédia. Ela vive com o auxílio-doença do INSS e vende doces para complementar a renda. Durante a enchente, ela e sua filha de 7 anos deixaram a casa rapidamente, e seu filho de 19 anos ficou incomunicável por uma semana, sendo encontrado em um abrigo. Suzana voltou ao trabalho, mas sentia ansiedade e mal-estar. Ela percebeu que muitos moradores também estão enfrentando problemas de saúde mental. As consultas em centros de saúde mental aumentaram drasticamente, com um crescimento de 56,7% nos atendimentos ambulatoriais. Um estudo mostrou que 663 estabelecimentos de saúde foram danificados, e muitos moradores perderam o acesso aos serviços de saúde. A busca por atendimento psicológico aumentou, mas a procura pelos centros de atenção psicossocial caiu, possivelmente devido a dificuldades de acesso e estigmas. Em cidades próximas, como São Leopoldo e Guaíba, o número de atendimentos em hospitais também subiu muito após a enchente. Profissionais de saúde mental notaram um aumento nos casos de sofrimento intenso e tentativas de suicídio. Um ano após a enchente, o medo de novas inundações e a dificuldade de encontrar moradia ainda são preocupações constantes entre os afetados.
Um ano após a enchente em Eldorado do Sul, a saúde mental da população continua a ser afetada. Em maio de 2024, a cidade, localizada no Rio Grande do Sul, sofreu uma severa inundação que causou danos significativos a residências e à saúde emocional dos moradores. Atualmente, 52% das vítimas apresentam sintomas de depressão e 42% sofrem de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
A técnica em enfermagem Suzana Martins de Souza, de 43 anos, é uma das afetadas. A água subiu a 1,4 metro em sua casa, destruindo móveis e eletrodomésticos. Após a tragédia, Suzana desenvolveu síndrome do pânico e depende do auxílio-doença do INSS para se sustentar. Ela relata que, durante a enchente, perdeu o contato com seu filho, que ficou incomunicável por mais de uma semana. Ele foi encontrado em um abrigo, após ter passado dias em cima de um telhado.
Os dados de saúde mental em Eldorado do Sul são alarmantes. O número de atendimentos ambulatoriais aumentou 56,7%, e os atendimentos nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) saltaram de cinco para 461 mensais. A cidade foi uma das mais afetadas, com 81,1% dos moradores e 71,2% dos imóveis impactados pela cheia. Em todo o estado, as consultas relacionadas a transtornos mentais cresceram 11,7% nos dez meses seguintes ao desastre.
Pesquisadores da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) destacam que muitos habitantes perderam o acesso a serviços de saúde durante a enchente. A demanda reprimida por atendimento psicológico é significativa, com muitos não buscando ajuda devido ao estigma e à dificuldade de acesso. A pesquisa revelou que um em cada quatro ainda apresenta sintomas de TEPT seis meses após a calamidade.
Em São Leopoldo, outra cidade afetada, o número de atendimentos em hospitais dobrou após a enchente. Profissionais de saúde mental relatam um aumento de casos de sofrimento intenso, incluindo tentativas de suicídio. O medo de novas inundações e a dificuldade de acesso a moradias de qualidade continuam a ser temas recorrentes nas consultas.
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