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Haenyeo de Jeju: mergulhadoras desafiam limites e revelam segredos genéticos

Mergulhadoras da ilha de Jeju, as haenyeo, revelam adaptações genéticas que podem ajudar no tratamento de doenças crônicas, enquanto sua tradição enfrenta o declínio.

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As haenyeo são mergulhadoras da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, que mergulham até 15 metros em busca de moluscos e outros frutos do mar. Essa tradição, que começou no século 17, é passada de mãe para filha e é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial. Recentemente, estudos mostraram que o estilo de vida das haenyeo pode ter causado mudanças genéticas que ajudam a tratar doenças como hipertensão. As mergulhadoras enfrentam condições difíceis, mergulhando em águas frias e trabalhando por horas, mesmo no inverno. A pesquisa revelou que elas têm adaptações que podem reduzir a pressão arterial e aumentar a resistência ao frio. Apesar do reconhecimento, a profissão enfrenta um declínio, com menos jovens se tornando haenyeo, já que a ilha se voltou para o turismo e outras oportunidades de trabalho. Hoje, a maioria das haenyeo tem mais de 60 anos, e iniciativas estão sendo feitas para preservar essa cultura, como restaurantes que servem pratos feitos com frutos do mar coletados por elas. Algumas jovens, como Sohee Jin, estão se dedicando a manter a tradição viva, adaptando-a aos tempos modernos e enfrentando os desafios da profissão.

As haenyeo, mergulhadoras da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, têm uma tradição de mais de quatro séculos, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial. Recentemente, pesquisas revelaram adaptações genéticas que podem ajudar no tratamento de doenças crônicas, como hipertensão.

Essas mulheres mergulham até 15 metros de profundidade em busca de moluscos e outras criaturas marinhas. A profissão, que começou como uma atividade masculina, foi assumida por mulheres no século 17 devido à necessidade de prover para as famílias. Hoje, a população de haenyeo está em declínio, com menos de 3 mil mergulhadoras ativas, a maioria com mais de 60 anos.

Um estudo liderado pela geneticista Diana Aguilar Gómez, da Universidade da Califórnia, Berkeley, analisou o DNA das haenyeo e encontrou variantes genéticas que podem reduzir a pressão arterial e aumentar a resistência ao frio. Essas adaptações são relevantes, pois as mergulhadoras continuam a trabalhar mesmo durante a gravidez, o que pode aumentar o risco de pré-eclâmpsia.

Declínio da Profissão

O número de haenyeo caiu drasticamente, de mais de 30 mil na década de 1960 para menos de 3 mil atualmente. A transformação econômica de Jeju, que passou de uma economia baseada na pesca para o turismo, contribuiu para essa mudança. Muitas jovens não estão dispostas a seguir a tradição, preferindo empregos mais seguros e bem remunerados.

Iniciativas contemporâneas buscam preservar a cultura haenyeo. Um exemplo é o restaurante Pyeongdae Sunggae Guksu, que serve pratos feitos com produtos pescados pelas mergulhadoras. Além disso, Sohee Jin, uma jovem mergulhadora, tem utilizado as redes sociais para promover a profissão e atrair novas gerações.

As descobertas sobre as adaptações genéticas das haenyeo não apenas destacam a importância cultural dessa tradição, mas também abrem novas possibilidades para a medicina. As variantes genéticas identificadas podem ser relevantes para o tratamento de doenças vasculares em diversas populações ao redor do mundo.

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