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Uso de telas à noite aumenta risco de insônia e prejudica a qualidade do sono

Uso de telas à noite aumenta em 59% o risco de insônia e reduz o sono em 24 minutos, alertam especialistas. Cuide do seu descanso!

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Usar dispositivos eletrônicos na cama pode prejudicar o sono. Um estudo recente mostrou que cada hora a mais de uso de telas à noite aumenta em 59% o risco de insônia e reduz o tempo de sono em 24 minutos. Isso acontece por causa da luz azul dos aparelhos, que atrapalha a produção de melatonina, o hormônio que ajuda a dormir, e pelo tipo de conteúdo consumido, que pode ser estimulante e dificultar o relaxamento. A falta de sono de qualidade pode causar irritabilidade, problemas de concentração e até aumentar o risco de doenças como ansiedade, depressão, diabetes e problemas cardíacos. Para melhorar o sono, é recomendado evitar telas duas horas antes de dormir e adotar hábitos saudáveis, como ter horários fixos para dormir e acordar, evitar cafeína e álcool à noite, e manter o quarto escuro e silencioso.

Um estudo recente publicado no periódico *Frontiers in Psychiatry* revelou que o uso excessivo de dispositivos eletrônicos à noite pode prejudicar a qualidade do sono. A pesquisa, realizada por cientistas da Noruega, Austrália e Suécia, analisou os hábitos de quase 40 mil pessoas com idades entre 18 e 28 anos. Os resultados mostram que cada hora adicional de uso de telas na cama aumenta em 59% o risco de insônia e reduz o tempo de sono em 24 minutos.

A neurofisiologista clínica Leticia Soster, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que esse impacto se deve principalmente à luz azul emitida pelos dispositivos, que interfere na produção de melatonina, o hormônio que regula o sono. Além disso, o conteúdo consumido, frequentemente estimulante, ativa o cérebro, dificultando o relaxamento necessário para dormir.

Os efeitos a curto prazo incluem irritabilidade, dificuldade de concentração e problemas de memória, conforme aponta a pneumologista Luciane Impelliziere Luna de Mello, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A longo prazo, a privação de sono pode aumentar o risco de ansiedade, depressão e doenças físicas, como diabetes e problemas cardiovasculares.

Recomendações para Melhorar o Sono

Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam limitar o uso de telas, especialmente nas duas horas que antecedem o sono. Configurações em celulares e tablets que reduzem a emissão de luz azul podem ajudar, mas não substituem a necessidade de diminuir o tempo de uso.

Outras dicas incluem estabelecer horários fixos para dormir e acordar, evitar bebidas com cafeína e álcool antes de dormir, optar por refeições leves à noite e manter o ambiente escuro e silencioso. Essas práticas são essenciais para garantir um sono reparador e preservar a saúde geral.

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