Ana Júlia, Lucas e Izabella são adolescentes que passaram por cirurgia bariátrica e compartilharam suas experiências. Ana Júlia, que pesava 153 quilos aos 16 anos, enfrentou dificuldades diárias e fez a cirurgia após remover um tumor. Ela ganhou peso durante um luto, mas continua confiante em manter os resultados. Lucas, que também operou aos 16 anos, lidou com bullying e depressão, mas considera a cirurgia uma nova chance na vida. Izabella, que fez a cirurgia aos 16, teve desafios emocionais no pós-operatório, mas encontrou equilíbrio com terapia. Apesar de novos medicamentos para emagrecer, a cirurgia é vista como a opção mais duradoura para obesidade grave. Especialistas ressaltam que a cirurgia deve ser considerada com cautela em adolescentes, e a decisão deve envolver os pais e uma equipe médica. A nova regra do CFM permite cirurgias em jovens de 14 a 16 anos com obesidade grave e riscos à saúde, após avaliação cuidadosa.
A cirurgia bariátrica em adolescentes continua a ser um tema polêmico, com diretrizes que recomendam a intervenção apenas em casos de obesidade grave. A Resolução nº 2.429/25 do Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou os critérios para essa prática, permitindo cirurgias em jovens entre 14 e 16 anos com Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 40 e complicações graves.
Ana Júlia, que passou pela cirurgia aos 16 anos, compartilha sua experiência. Com 153 quilos, enfrentava dificuldades cotidianas e, após a operação, ganhou 36 quilos durante um luto familiar. Ela destaca a importância do acompanhamento médico e familiar para manter os resultados. Sua mãe, Daniele, lembra que a cirurgia foi considerada após anos de dificuldades.
Lucas, operado aos 16 anos, relata ter enfrentado bullying e depressão. Sua mãe, Raquel, acompanhou o processo e afirma que a saúde do filho piorava. Lucas considera a cirurgia uma nova chance e afirma que, apesar dos desafios, faria a operação novamente. Izabella, que também passou pela cirurgia aos 16 anos, enfrentou dificuldades emocionais no pós-operatório, mas encontrou equilíbrio com terapia.
Especialistas ressaltam que a cirurgia deve ser uma decisão individualizada, levando em conta o perfil do paciente. A nova resolução do CFM permite a operação em adolescentes com IMC elevado e complicações, mas a decisão deve envolver a participação dos pais. A cirurgia bariátrica é considerada uma intervenção mais duradoura em comparação a novos medicamentos para emagrecimento, que podem apresentar limitações e custos elevados.
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