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Adolescentes que fizeram bariátrica aos 16 anos relatam satisfação com a cirurgia

Ganho de peso após luto reacende debate sobre cirurgia bariátrica em adolescentes; novas diretrizes do CFM ampliam acesso a intervenções.

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Ana Júlia de Araújo Maciel, conhecida como Naju Araújo, fez uma cirurgia bariátrica aos 16 anos após remover um tumor na hipófise. Hoje, com 23 anos, ela ganhou 36 quilos durante um luto familiar, mas continua confiante em sua jornada de saúde. A cirurgia bariátrica em adolescentes é um tema polêmico, e novas regras do Conselho Federal de Medicina permitem essa operação em casos de obesidade grave, com idade mínima de 16 anos, podendo ser realizada em jovens de 14 a 16 anos em situações críticas. Naju, que pesava 153 quilos antes da cirurgia, teve o apoio da mãe, que percebeu as dificuldades que a filha enfrentava no dia a dia. Outros jovens, como Lucas e Izabella, também passaram por cirurgias bariátricas e enfrentaram desafios emocionais. Apesar de novos medicamentos para emagrecimento, a cirurgia ainda é vista como a melhor opção para obesidade grave. O cirurgião Caetano Marchesini ressalta que a decisão de operar adolescentes deve ser bem avaliada, considerando o perfil do paciente e a participação dos pais.

Ana Júlia de Araújo Maciel, conhecida como Naju Araújo, passou por uma cirurgia bariátrica aos 16 anos após a remoção de um tumor na hipófise. Atualmente, aos 23 anos, ela enfrenta um novo desafio: um ganho de 36 quilos durante um luto familiar. Apesar disso, Naju mantém a confiança em sua jornada de saúde e bem-estar.

A cirurgia bariátrica em adolescentes continua a gerar debates. Recentemente, novas diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM) permitiram intervenções em casos de obesidade grave, com a idade mínima estabelecida em 16 anos. No entanto, a nova regra também permite cirurgias entre 14 e 16 anos em situações críticas, como IMC superior a 40 e complicações graves.

Naju, que pesava 153 quilos antes da cirurgia, relata que a decisão de operar foi tranquila. Sua mãe, Daniele de Araújo, lembra que, aos 14 anos, já se discutia a cirurgia devido às dificuldades que Ana enfrentava no dia a dia. “Ela já tinha dificuldade de dormir, ir à escola, enfim, levar uma vida normal”, afirma Daniele.

Desafios e Reflexões

Outros jovens também compartilham experiências semelhantes. Lucas Gabriel Meneses Silva, operado aos 16 anos, enfrentou bullying e depressão. Sua mãe, Raquel Meneses Correia, acompanhou de perto o processo e destaca a importância da decisão. “Sofria junto e precisava salvar a vida do meu filho”, diz Raquel. Lucas afirma que, se tivesse que repetir a cirurgia, faria sem hesitar.

Izabella Pasqualotto, que passou pela bariátrica aos 16 anos, enfrentou desafios emocionais no pós-operatório. Ela relata que, mesmo após a cirurgia, ainda se via como antes. “Foi muito difícil”, confessa. Apesar de ter ganhado 15 quilos entre os 22 e 25 anos, encontrou equilíbrio com terapia.

Considerações Médicas

Embora novos medicamentos para emagrecimento estejam disponíveis, a cirurgia bariátrica ainda é considerada a opção mais duradoura para a obesidade grave. O cirurgião bariátrico Caetano Marchesini destaca que a operação é uma intervenção precoce e definitiva. Ele alerta que muitos pacientes que utilizam medicamentos para emagrecer podem voltar a ganhar peso após interromper o uso.

A decisão de realizar a cirurgia em adolescentes deve ser cuidadosamente avaliada, levando em conta o perfil do paciente e a participação dos pais. A nova resolução do CFM unifica critérios para adultos e adolescentes, permitindo operações em casos de obesidade grave com avaliação multidisciplinar e consentimento familiar.

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