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Agricultura e uso de lã contribuíram para a evolução da febre recorrente em humanos

Estudo revela que a Borrelia recurrentis, causadora da febre recorrente, pode ter migrado de carrapatos para piolhos humanos há milênios.

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Um estudo recente sugere que a bactéria Borrelia recurrentis, que causa febre recorrente e é transmitida por piolhos, pode ter migrado de carrapatos para humanos há 5 a 6 mil anos, durante o uso de lã para roupas. Essa bactéria é parente da que causa a doença de Lyme e foi responsável por várias epidemias no passado. Os pesquisadores analisaram DNA de esqueletos de pessoas que viveram nos últimos 5 mil anos no Reino Unido e descobriram que a bactéria provavelmente se especializou em infectar humanos, perdendo genes ao longo do tempo. A transição pode ter sido facilitada pelo contato próximo entre pessoas e pelo uso de roupas de lã, que ajudaram a bactéria a se espalhar. O estudo mostra como a agricultura e a urbanização influenciam a evolução das doenças.

Um estudo recente sugere que a Borrelia recurrentis, bactéria causadora da febre recorrente transmitida por piolhos, pode ter migrado de carrapatos para humanos há 5 a 6 mil anos. Essa transição coincide com o início do uso de lã para roupas.

A pesquisa, publicada na revista *Science*, revela que a bactéria infecta exclusivamente humanos e se propaga por piolhos da pele. A febre recorrente, ainda endêmica em regiões como Etiópia, Somália e Sudão, causa febres altas e dores de cabeça intensa. Se não tratada, pode levar a complicações graves.

Os cientistas analisaram DNA de bactérias em esqueletos de pessoas que viveram no Reino Unido nos últimos 5 mil anos. A identificação do DNA ancestral foi facilitada pela ausência de “primas” da bactéria no solo, reduzindo a chance de contaminação pós-morte. O estudo traçou uma linha do tempo que indica a especialização da bactéria em piolhos humanos.

Transição e Especialização

Durante a migração, a bactéria perdeu genes e reduziu seu genoma, um processo comum em patógenos que se especializam. Essa adaptação é vantajosa, pois economiza energia ao eliminar genes desnecessários. O período de transição coincide com a Era de Bronze, quando o uso de lã se tornou comum.

As roupas de lã proporcionaram um ambiente propício para a transmissão da bactéria entre humanos, facilitada pelo contato próximo nas cidades. O estudo destaca a relação entre agricultura, urbanização e a evolução de doenças, mostrando como fatores culturais influenciam a disseminação de patógenos.

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