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Álcool em qualquer forma é prejudicial à saúde, alertam especialistas sobre consumo moderado

Álcool é álcool: não há bebidas mais seguras. Entenda os riscos e como reduzir danos à saúde ao consumir bebidas alcoólicas.

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Beber álcool, seja vinho, cerveja ou destilados, pode fazer mal à saúde. Especialistas afirmam que não há diferença significativa entre os tipos de bebidas alcoólicas em termos de riscos. O álcool é transformado em uma substância chamada acetaldeído, que pode danificar o DNA e aumentar o risco de câncer. O consumo excessivo de álcool está ligado a várias doenças, como problemas cardíacos e hepáticos, além de afetar a saúde mental. Para reduzir os riscos, é importante escolher bebidas com menor teor alcoólico e prestar atenção à quantidade consumida. Uma cerveja, um copo de vinho e uma dose de destilado podem ter a mesma quantidade de álcool. Coquetéis podem ser complicados, então é melhor optar por vinho ou cerveja quando se quer controlar a ingestão. Além disso, bebidas com cafeína podem fazer você se sentir menos bêbado, levando a um consumo maior. Embora não haja provas de que bebidas escuras sejam mais prejudiciais, elas podem causar ressacas mais fortes devido a substâncias chamadas congêneres.

Estudos recentes revelam que todos os tipos de álcool têm efeitos nocivos à saúde. Especialistas afirmam que não há diferença significativa entre as bebidas, como vinho tinto, cerveja ou destilados. O cientista sênior Jürgen Rehm, do Centro de Dependência e Saúde Mental de Toronto, destaca que “álcool é álcool” e seu consumo, em qualquer quantidade, é prejudicial.

O etanol, presente nas bebidas alcoólicas, é transformado em acetaldeído pelo corpo, uma substância que pode danificar o DNA. Timothy Stockwell, pesquisador da Universidade de Victoria, explica que esse dano pode resultar em mutações cancerígenas. O consumo de álcool está associado ao aumento do risco de pelo menos sete tipos de câncer, conforme a professora de epidemiologia Katherine Keyes, da Universidade de Columbia.

O consumo excessivo de álcool — definido como oito ou mais doses por semana para mulheres e 15 ou mais para homens — também está ligado a doenças cardíacas, hepáticas, depressão e problemas de memória, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças. A quantidade de etanol na bebida é um fator crucial; quanto maior o teor alcoólico, mais prejudicial.

Estratégias para Reduzir Riscos

Para minimizar os riscos, especialistas recomendam escolher bebidas com menor teor alcoólico (ABV). Uma cerveja de cinco por cento de ABV, por exemplo, contém a mesma quantidade de etanol que 147 ml de vinho com doze por cento ou uma dose de bebida destilada com quarenta por cento. O professor Peng-Sheng Ting, da Universidade de Tulane, sugere optar por vinho ou cerveja, pois é mais fácil calcular o teor alcoólico.

Além disso, algumas bebidas alcoólicas são calóricas e podem contribuir para o ganho de peso. Coquetéis misturados com cafeína, como martinis de expresso, devem ser evitados, pois podem mascarar os efeitos do álcool, levando a um consumo excessivo. Damaris Rohsenow, professora da Universidade Brown, observa que bebidas destiladas escuras podem causar ressacas mais intensas devido aos congêneres, substâncias que afetam o sabor e aroma.

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