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Brasil busca reinserção social de detentos com projetos de trabalho em presídios

Projeto Reeducandos transforma vidas no Brasil, capacitando detentos para o mercado de trabalho e promovendo reintegração social.

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O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo, com mais de 850 mil presos. Há 40 anos, o país oferece trabalho aos detentos como forma de reintegração social. Apesar disso, apenas 29,3% dos presos participam de atividades laborais. Um exemplo positivo é o Projeto Reeducandos, criado em 2019, que ajuda detentos a se prepararem para o mercado de trabalho. Gabrielli Teixeira, que ficou 13 anos presa por tráfico de drogas, agora é gerente de uma loja de supermercados, após ser capacitada pelo projeto. Ela começou como florista e, após conseguir liberdade condicional, foi efetivada. O projeto oferece alimentação, transporte e um salário mínimo, além de redução de pena para quem trabalha. O diretor do grupo responsável pelo projeto acredita na capacidade de transformação das pessoas.

O Brasil, com mais de 850 mil detentos, possui a terceira maior população carcerária do mundo. Desde 1984, o país implementa políticas de reinserção social, oferecendo trabalho aos internos. Atualmente, 87,6% das prisões têm iniciativas laborais, mas apenas 29,3% dos detentos participam de projetos de trabalho.

O Projeto Reeducandos, criado em 2019, visa capacitar detentos para o mercado de trabalho. Um exemplo de sucesso é Gabrielli Teixeira, que, após 13 anos de reclusão, tornou-se gerente de uma loja da rede de supermercados Comper em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Gabrielli foi encaminhada ao projeto pelo Conselho da Comunidade do MS e começou como florista no regime semiaberto.

O Reeducandos oferece oficinas de reparo de carrinhos de compras e permite que detentos em regimes fechado, semiaberto e aberto trabalhem nas lojas do Grupo Pereira. Os participantes recebem um salário mínimo e benefícios como alimentação e transporte, além de redução de pena: um dia a menos a cada três trabalhados.

O diretor de Gente e Gestão do Grupo Pereira, Paulo Nogueira, destaca que o projeto busca mudar a realidade dos detentos e que a boa reputação entre funcionários e clientes é um reflexo do sucesso da iniciativa. Ele afirma: “Acreditamos nas pessoas e em sua capacidade de transformação.”

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