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Cães ajudam a desvendar segredos sobre obesidade e envelhecimento humano

Cães revelam segredos sobre obesidade e empatia em estudos que conectam genética canina e humana, abrindo novas possibilidades terapêuticas.

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Cães têm sido companheiros dos humanos por muito tempo e são importantes para pesquisas sobre saúde e comportamento. Estudos recentes mostraram que alguns genes ligados à obesidade em labradores também afetam humanos. Além disso, pesquisas sobre como cães se comunicam com humanos revelaram que cães geneticamente modificados para ter autismo têm menos empatia, mas podem responder a tratamentos com psicodélicos, melhorando sua conexão social. Essas descobertas ajudam a entender melhor tanto a saúde canina quanto a humana.

Cães têm sido companheiros dos humanos por milênios, adaptando-se ao convívio e contribuindo para pesquisas sobre saúde e comportamento, especialmente no que diz respeito ao envelhecimento. Recentemente, estudos identificaram marcadores genéticos associados à obesidade em labradores que também se aplicam a humanos.

Um estudo realizado na Inglaterra analisou duzentos e quarenta e um labradores, revelando variantes genéticas ligadas ao ganho de peso indesejado. O gene DENND1B se destacou como o mais relevante. Ao cruzar dados caninos com informações genéticas de humanos, os pesquisadores descobriram que os mesmos genes estão relacionados à obesidade em pessoas, incluindo uma variante de DENND1B associada à obesidade infantil severa.

Comunicação entre Cães e Humanos

Pesquisas também têm explorado a comunicação entre cães e humanos. Um estudo na China utilizou eletroencefalogramas para registrar a atividade cerebral de ambos durante interações sociais. Os resultados mostraram que, ao interagir com cães, os humanos apresentam sincronização nas ondas cerebrais, seguindo o padrão dos cães.

Entretanto, cães geneticamente modificados para autismo não apresentaram essa sincronização. Esses animais demonstraram menor empatia e atenção em relação aos humanos. O tratamento com psicodélicos, que já foi associado ao aumento da empatia, melhorou a conexão social desses cães, sugerindo novas possibilidades terapêuticas para o autismo.

Essas descobertas ressaltam a importância dos cães como modelos para pesquisas científicas, não apenas em relação à saúde canina, mas também para entender melhor a saúde humana. A Dog Aging Project é uma das iniciativas que busca estudar o envelhecimento dos cães, visando melhorar suas vidas e oferecer insights sobre o envelhecimento saudável em humanos.

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