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Fatores de risco para demência podem se iniciar na infância, aponta estudo recente

**Linha fina:** A prevenção da demência deve começar na infância; intervenções precoces podem reduzir riscos e melhorar a saúde cerebral ao longo da vida.

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A demência afeta mais de 60 milhões de pessoas no mundo e causa cerca de 1,5 milhão de mortes por ano, além de gerar altos custos para a saúde. Não existe cura para a doença, mas pesquisas recentes mostram que a prevenção deve começar na infância, já que fatores de risco podem surgir desde a gestação. Normalmente, a prevenção foca em adultos, mas especialistas acreditam que agir cedo é mais eficaz. Comportamentos como obesidade e tabagismo, que muitas vezes começam na adolescência, aumentam o risco de demência na vida adulta. Estudos indicam que a saúde cognitiva na infância está ligada à saúde mental na velhice, tornando a prevenção uma preocupação contínua. Para isso, é necessário um esforço conjunto que envolva ambientes saudáveis, educação e políticas públicas. Um grupo de pesquisadores internacionais recomenda ações em níveis individual, comunitário e nacional, destacando que cuidar da saúde cerebral deve começar o quanto antes.

Estima-se que mais de 60 milhões de pessoas vivam com demência no mundo, resultando em 1,5 milhão de mortes anuais e um custo global de saúde de cerca de US$ 1,3 trilhão. Apesar dos avanços na pesquisa, não há cura para a doença. Estudos recentes indicam que a prevenção deve começar na infância, pois fatores de risco podem se desenvolver desde a gestação.

Tradicionalmente, a prevenção da demência tem se concentrado em adultos de meia-idade, mas especialistas argumentam que intervenções precoces podem ser mais eficazes. Fatores como obesidade, sedentarismo e tabagismo, que frequentemente se estabelecem na adolescência, podem aumentar o risco de demência na vida adulta. Cerca de 80% dos adolescentes obesos permanecem assim na idade adulta, o que ressalta a importância de abordar esses comportamentos desde cedo.

Evidências sugerem que a exposição a fatores de risco na infância pode ter implicações duradouras para a saúde cerebral. Estudos de longo prazo mostram que a capacidade cognitiva na infância está relacionada à saúde cognitiva na velhice. Assim, a prevenção deve ser vista como um objetivo vitalício, não apenas uma preocupação para os mais velhos.

Abordagens Práticas

Para implementar estratégias de prevenção, é necessário um esforço coordenado que envolva ambientes saudáveis, educação e políticas públicas eficazes. Um grupo de 34 pesquisadores internacionais publicou recomendações que enfatizam a importância de ações em níveis individual, comunitário e nacional. Embora nunca seja tarde para agir, nunca é cedo demais para começar a cuidar da saúde cerebral.

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